Os clichês de uma Copa do Mundo

O Trio do Hexa (Foto: GettyImages)
Por Daniel Bravo, MG

Amigo torcedor, amigo leitor. A próxima Copa do Mundo segue ainda um pouco longe, mas algumas projeções já podem ser feitas sem medo, tendo como base os Mundiais anteriores. Para ganhar a fama de “futurólogo” irei expor alguns fatos que, com certeza, acontecerão.

Partindo do começo. Haverá muitas reportagens dos investimentos feitos em estrutura, estádios e da possibilidade de “elefantes brancos”. O valor, muito maior que de outras Copas, e algumas denúncias sobre fraudes e corrupções. As matérias sobre cidades do interior da Rússia que podem receber turistas para lindos passeios entre um jogo e outro, o frio do país em algumas épocas do ano, além, claro, das vodkas.

Nas convocações teremos algum grande jogador se contundindo pouco antes da competição e vivendo o drama de ser cortado do Mundial, com algumas lindas reportagens da equipe mostrando que irá se superar por ele. No Brasil, algum jogador jovem irá começar a despontar no meio ou até mesmo final desse ano e será pedido pela imprensa, (eu apostaria no Vinicius Jr) mas provavelmente ficará fora por não ter sido testado.

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Vinicius Junior, a nova promessa brasileira. (Foto: CBF / Divulgação)

Antes do começo, o sorteio já será um espetáculo à parte, além de uma grande equipe que ficou fora da disputa, terá também um grupo da morte que deixará uma grande seleção pelo caminho e irá gerar um debate sobre a geração atual do país e das futuras promessas.

Na primeira fase, uma seleção surpresa e carismática que ganhará o apoio de outros torcedores, mas que, infelizmente, cairá cedo e após algumas goleadas sofridas. Vai ter um goleiro de alguma seleção do continente africano que irá se adiantar uns 30 cm e pegar um pênalti. Teremos algum time forte passando perrengue e quem sabe até caindo na primeira fase, deixando os críticos surpresos. A ótima geração Belga, ou alguma outra semelhante irá, mais uma vez, decepcionar os amantes do futebol moderno e bem jogado. Um grande zagueiro irá falhar e claro, algum centroavante irá viver um enorme jejum de gols.

No mata-mata surgirá um novo craque, aquele jogador que assim como Forlán em 2010 e James em 2014, irá se destacar e carregar sua seleção até as quartas ou semi, depois terá um grande contrato e em dois anos cairá de produção. Alguns grandes jogadores disputarão sua última Copa e serão lembrados por seus grandes feitos ou pela tristeza de não ter conquistado a taça.

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O torcedor simbolo brasileiro da última Copa. (Foto: Eitan Abramovich/AFP/Arquivo)

Na torcida teremos vários símbolos de seus países, reportagens de brasileiros que viajaram até a Rússia para ver o Hexa, torcedores bêbados sem saber direito onde e porque estão lá, uma musa que irá atrair a atenção pelo seu jeito irreverente de torcer e pela promessa de algo exótico caso seu país vença. Os admins da CL irão até a Copa, mas por excesso de bebida não postarão nada.

Nas transmissões teremos o Casagrande falando algumas bobagens, o Caio apresentando alguma tecnologia nova da Globo, o Galvão Bueno com suas já tradicionais frases, além de deixar claro que o Neymar é a base do Barcelona e como o capitão brasileiro vem carregando Messi que, sozinho pela Argentina, passará mais um vexame ao lado de Agüero, o reserva de G.Jesus que fará o gol do Hexa contra alguma seleção europeia.

Desculpe adiantar a próxima Copa, mas com Adenor, Coutinho, Neymar e Jesus, fica muito simples determinar o próximo campeão.

4 Comentários em Os clichês de uma Copa do Mundo

  1. faltou a matéria “como a comunidade do país XXXXXX no Brasil está torcendo para sua seleção”. mesmo que a tal ~comunidade~ seja meia dúzia de diplomatas que nunca viram um jogo de futebol na vida.

  2. E tem os clássicos:

    “Essa é a melhor seleção inglesa dos últimos tempos”.

    “Estados Unidos caem, mas deixam um trabalho encaminhado. Em três ou quatro Copas, disputarão o título”.

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