Os confrontos dos brasileiros na Copa Sul-Americana: Sport x Danubio-URU

Rubro-negro da Ilha inicia a busca por voos mais altos na competição

O meia Diego Souza carrega o status de ídolo da torcida do Sport (Foto: Williams Aguiar/Sport CR)
O meia Diego Souza carrega o status de ídolo da torcida do Sport (Foto: Williams Aguiar/Sport CR)
Por Diego Borges,PE

Às 19h15 desta quinta-feira, o Rubro-negro da Ilha inicia a busca por voos mais altos na competição, mas antes precisa quebrar um tabu em seu histórico no torneio: eliminar uma equipe estrangeira. Na quinta participação consecutiva, o clube aposta em uma série de fatores para escrever uma história de grande êxito. Um time com atletas experientes e acostumados a jogar juntos, com ídolos e figurões, comandados por um técnico com cancha e experiência internacional, além de estádio e torcida que atendem ao pré-requisito típico das competições sul americanas e sabem cumprir o papel de desequilibrar em jogos decisivos de mata-mata.

Elenco

Com a mesma espinha dorsal há mais de três anos, é difícil apontar apenas um atleta em destaque no time do Sport. Isso porque em questão de identidade com o clube, vários se encaixam no rótulo de ídolos, como Magrão e Durval, que além de acumular títulos estaduais, também somam boa experiência internacional, como a participação na melhor campanha do Sport na Libertadores, em 2009. O cérebro do time tem nome e número. Diego Souza veste a 87 no meio-campo mas, por regulamento da competição, não vai usar o número simbólico em alusão ao título nacional. Mas isso é só um detalhe. Carismático com a torcida, o atleta vem embalado após ser um dos artilheiros do último Brasileirão, fato que lhe rendeu convocação por Tite para o lugar de Gabriel Jesus, machucado, para a seleção brasileira e vem chamando a responsabilidade nos jogos mais decisivos no ano. O Leão ainda conta com os gringos latinos: o chileno Mena e os colombianos Lenis e Henriquez. Chama a atenção também o fato de que 11 dos 30 atletas inscritos são formados nas categoria de base do clube.

(Foto: Williams Aguiar/Sport CR)
Campeão com o São Paulo, Ney Franco pode repetir feito no Sport (Foto: Williams Aguiar/Sport CR)

Técnico

Outro ponto que pesa a favor é a recente contratação do técnico Ney Franco. O treinador tem know how no torneio e conquistou a taça da ‘Sula’ em 2012 pelo São Paulo. No Sport, já mostrou serviço. Após o insucesso com Daniel Paulista no comando da equipe nos primeiros meses, Ney Franco foi fundamental para evitar a eliminação para o Campinense nas quartas de finais da Copa do Nordeste, no último domingo.

Reprodução
O grito de ‘cazá-cazá’ é entoado antes de cada jogo decisivo na Ilha do Retiro (Foto: Reprodução)

‘La Bombonilha’

Com capacidade para pouco mais que 30 mil torcedores, o estádio Adelmar da Costa Carvalho, na Ilha do Retiro, pulsa em jogos decisivos e tem fama de um verdadeiro alçapão. O estádio já foi palco de jogos históricos que vão desde a Copa do Mundo de 1950 até a campanha heroica da Copa do Brasil de 2008, ano que rendeu o apelido de ‘La Bombonilha’, em alusão ao estádio do Boca Juniors-ARG. A cada mata-mata, gigantes do futebol brasileiro caíam perante a torcida do Sport, sempre empolgada pelo grito quase perfeitamente uníssono do ‘cazá-cazá’ momentos antes dos jogos. A Ilha do Retiro pulsa em jogos de mata-mata.

Histórico do Sport

A ‘Sula’ sempre foi vista com um tesão pelos dirigentes e pela torcida do Sport. Pontos como internacionalizar a marca do clube e até a forte rivalidade com Náutico e Santa Cruz impulsionaram o Leão em concentrar forças na competição nos últimos quatro anos – nem sempre como esperado. Em 2013, com a distribuição de vagas ainda confusa, o Sport herdou uma das “cadeiras” e se classificou mesmo  tendo subido de divisão recentemente. Encontrou-se com o rival Náutico, que eliminou nos pênaltis após uma vitória por 2 a 0 para cada lado. Acabou caindo para o Libertad-PAR na fase seguinte. O anos de 2014 foi o de maior fiasco. Com duas derrotas melancólicas para um time alternativo do Vitória-BA, o Sport se despediu do torneio sem mostrar um futebol produtivo, mesmo tendo se intitulado como um dos “favoritos ao título” pelos próprios dirigentes da época.

A redenção parecia vir em 2015. Com uma ótima campanha em paralelo no Brasileirão – melhor do clube na era dos pontos corridos -, o Sport não teve muitas dificuldades para eliminar o Bahia na fase nacional. Mas o adversário não facilitou. O Huracán-ARG tinha um elenco aguerrido, entre eles, Ramón Ábila (hoje, no Cruzeiro-MG) e fez frente ao Leão, empatando na Ilha em 1 a 1 e vencendo com autoridade na volta, por 3 a 0. Em 2016 o Sport voltou a encontrar um rival histórico na primeira fase. Desta vez o Santa Cruz, que se sobressaiu em dois jogos equilibrados e levou a melhor no segundo confronto entre pernambucanos na Sul-Americana.

 

(Foto: Beto/Danubio/Divulgação)
Na última rodada do Uruguaio, o Danubio ficou no empate em 0 a 0 (Foto: Beto/Danubio/Divulgação)

Danúbio

Quarto maior campeão do futebol uruguaio com quatro títulos (sendo o último na temporada 2013/2014), e terceiro colocado no ano passado, o Danúbio atravessa águas turbulentas no início do ano. No Nacional, o clube é apenas o 13ª colocado entre os 16 participantes. Somando o retrospecto ruim de apenas uma vitória, cinco empates e três derrotas em nove jogos.

No elenco uruguaio, um dos principais nome de destaque é um velho conhecido do futebol pernambucano. O atacante Juan Manoel Olivera atuou pelo Náutico em 2013 e disputou com o Alvirrubro a Sul-Americana daquele ano, justamente contra o Sport, com direito a marcar um golaço – que lhe rendeu indicação ao prêmio Puskás, da FIFA. Mas, na atual temporada, o avançado está em baixa, tendo marcado apenas dois gols. O Danúbio conta ainda com dois atletas brasileiros. Os volantes Rodrigo de Oliveira e Diogo Silvestre.

(Foto: Beto/Danubio/Divulgação)
Olivera foi indicado ao Puskás de 2003, após marcar contra o Sport (Foto: Beto/Danubio/Divulgação)

Retrospecto ruim

Se o Sport tenta quebrar um tabu, o Danubio também. O clube jamais avançou de fase na Sul-americana. Em oito edições já disputadas, a primeira em 2002, o ‘Dilúvio’ sempre caiu no primeira mata-mata. Na sua última participação, em 2015, foi eliminado pela Universidad Católica-CHI. Venceu em casa por 2 a 1, mas foi derrotado por 1 a 0 no Chile, caindo pelo critério de gols fora de casa. A maior campanha de destaque em um torneio latino foi em 1989, quando terminou a Libertadores na 3ª posição.

Fontes: OGol.com, Superesportes PE.

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