Oséas, o artilheiro do gol impossível: Onde está o craque?

Ex-jogador é empresário no ramo imobiliário e vai a alguns programas esportivos relembrar seus feitos

(Foto: Divulgação/Atlético-PR)

Oséas Reis dos Santos, o Oseinha da Bahia, é natural de Salvador e brilhou nos times como Palmeiras, Cruzeiro e Atlético-PR. Baiano, jogador noventista e dono de moralizadoras tranças no cabelo, reúne características e histórias suficientes para merecer lugar cativo no Saguão de Craques da CL. Hoje, com 45 anos, antes de começar a ser destaque nacional, passou por times como Galícia (onde foi revelado), Pontevedra, Maruinense e Uberlândia.

Chegou ao Atlético-PR com muita desconfiança por parte da torcida, mas logo mostrou sua capacidade com a pelota e, no primeiro ano no clube, foi destaque da Série B ao lado de Paulo Rink. Terminou como artilheiro da Segundona e faturou também o título, o primeiro Nacional da história do Furacão.

Em entrevistas, sempre deixou claro que era um cara tímido, não tendo grandes polêmicas envolvendo o artilheiro, porém, o seu estilo e sua forma de jogo garantiriam, com toda certeza, alguns gols pra cima da Alemanha (Creiam: a CL não é só vagabundagem). No Atletiba do Campeonato Brasileiro de 1996, marcou o gol da vitória aos 47 minutos do segundo tempo e foi comemorar no ponto mais alto do alambrado, proporcionando imagens, hoje raras, do quão ÓTIMO era o nosso futebol.

(Foto: Divulgação/Atlético Paranaense)

Mas, Oseinha não viveu somente de momentos bons. Era 15 de março de 1998, clássico entre Corinthians e Palmeiras pelo Paulistão, Marcelinho cobra o escanteio e Oséas, em uma cabeçada com muita raiva, colocou a bola pro fundo das próprias redes! Puta golaço. Se fosse pro Marcelo nos presentar com um gol contra na Copa, que fosse um do mesmo nível, não aquela canelada tenebrosa na pequena área.

Ainda no Verdão, conquistou a Copa do Brasil de 1998, deu o título ao Palmeiras em cima do Cruzeiro com um gol impossível, após o rebote do goleiro Paulo César, sem ângulo algum, Oséas meteu um canudo pro fundo das redes, fazendo 2 x 0 no placar, o que acabou por eliminar a disputa de pênaltis na ocasião. Mais tarde, chegaria à Raposa sendo artilheiro da Copa do Brasil de 2000, onde também saiu com a taça.

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(Foto: Divulgação/Palmeiras)

Oséas encerrou a carreira no Brasiliense, em 2004. Hoje, não trabalha com o futebol. Voltou à Salvador e lá é empresário no ramo imobiliário, vez ou outra aparece em programas esportivos relembrando seus feitos. Deixou um importante legado para o futebol, discreto e carismático se fez CL dentro de campo. Que venham mais homens como o Oseinha da Bahia.

Texto: Felipe Cavalcante @felipecss

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