Palermo, o maior artilheiro da história do Boca Juniors

'Titán' marcou 232 gols com a camisa dos Xeneizes

Maior goleador da história do clube argentino, Palermo fez 232 gols (Leo La Valle/EFE/VEJA)
Por Honorato Vieira, CE

Os brasileiros lembram do Boca Juniors como bicho papão das Américas. Muito por conta do começo dos anos 2000 quando os ‘Xeneizes’ assombraram o continente com títulos da Libertadores, Mundiais e Sul-Americanas. Quando se fala desse esquadrão, os nomes mais lembrados são Riquelme, Palácio e Palermo e é deste último que nós iremos abordar.  O maior artilheiro da história do clube com 232 gols.

O atacante foi revelado  pelo tradicional Estudiantes de La Plata, em 1991, e jogou na equipe até 1997, quando se transferiu para o Boca Juniors. Sem muito destaque em sua terra natal, o atacante foi indicado por Maradona e sem muito alarde, chegou como peça de reposição, mas logo tomou a camisa 9 para si e começou a fazer história no clube. Apelidado de ‘Titán’ pela disposição e tamanho, o centro-delantero se tornou um dos maiores ídolos dos ‘Xeneizes’.

Uma temporada após chegar ao clube novo, Martín Palermo já mostrou seu faro de gols. Foi artilheiro do Torneio Apertura, a primeira parte do Campeonato Argentino, com 20 gols. Além da artilharia, o centroavante conquistou também seu primeiro título com a equipe xeneíze.

Os três primeiros anos na Bombonera foram marcados por gols e lesões. Quando recebeu uma proposta, o Boca não pensou duas vezes e vendeu o atacante. Fato que aconteceu em 2001, quando foi negociado junto ao Villareal, da Espanha.

A primeira passagem durou até 2000 e depois de rodar por alguns clubes espanhóis, Villareal, Real Bétis e Alavés, Palermo retornou ao Boca em 2004.

Regresso a ‘La Boca’

De volta a Argentina, o atacante retornou ao clube ao lado de Riquelme e Palácios. Fez uma linha ofensiva que marcou época na equipe azul e amarela. Conquistou uma Libertadores da América, em 2007, e marcou seu nome na história como o maior goleador da história do time, com 232 gols.

Nessa segunda passagem, o sinônimo de Palermo era gol. Apesar das limitações técnicas e físicas, o ‘Titán’ compensava na vontade e no senso de posicionamento dentro da área.

Gol com os ligamentos do joelho rompidos? Ele já fez. Do meio-campo? Também. Usando o travessão para se apoiar? Fez! O matador tem gols de todas as formas e tem que ser valorizado por isso.

No dia de sua aposentadoria, ele se emocionou. Especialmente com o presente que recebeu do Boca Juniors: uma trave do estádio La Bombonera. Acredite: ele realmente achou o presente lindo.

Para simbolizar o que fez de melhor na carreira, o atacante ganhou o gol da La Bombonera.

– Foi lindo. Convivi com esta peça por 19 anos de minha carreira, sonhando e vendo-a em minha cabeça. Para mim é uma referência, disse. 

Sem dúvida, ele tem razão: foram 129 gols em casa. Muitos deles entre essas mesmas balizas.

La Bombonera foi palco de despedidas de grandes ídolos do clube de Buenos Aires apenas duas vezes na história, a do meio-campista Antonio Rattin, em 1970, e a de Diego Maradona, em 2001.

Palermo, o maior artilheiro da história do Boca Juniors é muito mais que três pênaltis perdidos em um mesmo jogo!

 

Palermo em sua despedida (Reprodução/Facebook)
Palermo em sua despedida (Reprodução/Facebook)

 

Títulos pelo Boca Juniors
  • Mundial: 2000
  • Recopa Sul-Americana: 2005, 2006, 2008
  • Copa Sul-Americana: 2004, 2005
  • Copa Libertadores da América: 2000, 2007
  • Campeonato Argentino: 1998, 1999, 2000, 2005, 2006, 2008

 

 

Fontes Dentro do Campo, Futebol Portenho e Arena 303.

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