Peguei-me pensando em um breve passado

O futebol europeu da atualidade está estagnado na hemogenia espanhola, algo que não era realidade no passado do começo do século

(Foto: Reprodução/FUTEBOLMARKETING)
Por: Augusto Araujo, RJ

Peguei-me pensando em um breve passado e entristeci. Parei para comparar os últimos dez anos do futebol europeu com o começo dos anos 2000 e tudo o que me veio foi nostalgia. O motivo? A pluralidade sendo substituída ao monopólio espanhol.

Creio que todos que estão lendo esse texto já tiveram, pelo menos uma vez, a vontade ser jogador de futebol. Para você, que nasceu nos anos 90 para trás, o sonho sempre foi servir seu time brasileiro e depois atuar por um gigante da Europa. Dentre esses, estavam mais de 10 times, como: Manchester United, Liverpool, Milan, Inter de Milão… Porém, para a molecada mais nova, o sonho é mais curto: Real Madrid ou Barcelona. Ama-se a equipe de sua nação, entretanto não se cobiça como antigamente.

Não é objetivo deste falar dos porquês, mas sim explicitar os fatos.

Irei facilitar a compreensão geral, dividindo datas em dois blocos: o primeiro sendo 2000/08 e o segundo de 2009 até hoje. Sim, esse milênio já está quase maior de idade. E do jeito que ele está indo poderá ser preso.

Jogadores

Começando pelos grandes jogadores. Os melhores. Segundo o Ballon D’Or – prêmio da revista France Football, que elege o maior jogador de cada ano -, de 2000 até 2008 tivemos vencedores diferentes EM CADA ANO. Sendo que em 2005 o segundo lugar ficou para um jogador do Porto – o meio-campista conhecido por nós brasileiros, Deco -, algo que atualmente é impossível, devido a diminuição extrema de força de diversos clubes tradicionais.

Já de 2009 até a última edição, no começo desse ano, apenas DOIS jogadores figuraram no topo dessa premiação, que são Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Sendo mais, com exceção do Iniesta em 2010, quando um não era campeão ele ficava em segundo.

O argentino exibindo suas cinco bolas de ouro.
O argentino exibindo suas cinco bolas de ouro. (Foto: Reprodução/PINTEREST)

Times

Agora falaremos dos times. Acho que nada melhor que quando analisada as equipes, o ponto principal seja a maior competição, ou seja, a Liga dos Campeões. No primeiro bloco, que é um período de nove anos, foram sete clubes diferentes vencedores. Os únicos que se repetiram foram: Milan e, o maior campeão, Real Madrid.

Nas temporadas posteriores até a atualidade, nesses outros noves anos, cinco equipes conquistaram a competição. Se o número não é tão menor assim espera-se que mais times fossem bicampeões nesse período, porém não foi isso que aconteceu. Nesse bloco Real Madrid e Barcelona ganharam TRÊS VEZES DADA UM.

Sergio Ramos levantando a 12ª taça de campeão da Champions League para o Real. (Foto: Reprodução/GLOBOESPORTE)
Sergio Ramos levantando a 12ª taça de campeão da Champions League para o Real. (Foto: Reprodução/GLOBOESPORTE)

A disparidade dessas duas épocas citadas é imensa, épocas não tão distantes quanto deveriam.

Toda grande contratação que um clube tradicional faz, toda promessa que nasce em um clube esquecido, toda zebra que acontece em qualquer canto, tudo me renova a esperança de dias melhores. Dias em que não começarei a acompanhar uma temporada já sabendo seu provável final. O futebol europeu, de tanto jogos inesquecíveis, de tantos clubes gigantescos, se tornou algo quase sempre previsível. E cabe a nós apenas esperar por mudanças. Tomara que sejam rápidas.

Fontes: UEFA e Topendsports.

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