Pelé: Uma introdução

Falar sobre o Rei é, sem sombra de dúvidas, falar sobre a história e evolução do esporte bretão.

Foto: Reprodução/ Portal Ig
Por: Pedro Portugal, MG

Não existe definição melhor para Pelé, cujo apelido é Edson Arantes do Nascimento, senão Deus do Futebol. Seu estilo inconfundível, incomparável e mágico elevou o futebol da condição de mero esporte à de obra-prima. Pelé foi o primeiro, e talvez único, completo em todos os atributos necessários a um futebolista. Falar sobre o Rei é, sem sombra de dúvidas, falar sobre a história e evolução do esporte bretão.

Nascido em 23 de outubro de 1940, na cidade de Três Corações (MG), Pelé começou sua carreira jogando pela equipe infanto-juvenil do Bauru Atlético Clube, time amador do interior de São Paulo. Por lá, foi bicampeão da Liga Citadina no biênio 1954/55. No ano de 1956, Waldemar de Britto, reformado meia-direita da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1934, observou que o garoto possuía um talento fora da curva e o levou para treinar no Santos.

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(Foto: Reprodução/Internet)

Na bela cidade portuária, o “Príncipe” entrou em rota de ascensão e sua condição de monarca supremo do futebol era questão de tempo. Sua estreia pela equipe adulta do Santos foi em um jogo treino contra uma equipe da cidade de Cubatão. O Santos era soberano, e assim permaneceu praticamente por toda a Era Pelé. O alvinegro praiano massacrou o time adversário pelo placar de 6 a 1, com 4 gols do Rei. Devido a esse jogo, o jovem atacante (aqui uma simplificação de posição, afinal de contas ele foi onipresente em campo) recebeu o apelido de “Gasolina” por seus companheiros de time, porém, caiu logo em desuso, sendo substituído pelo o anterior utilizado em Bauru, Pelé.

Aos incrédulos espectadores que esfregavam os olhos tentando acreditar no que viam, Pelé mostrou jogo a jogo, título a título, que o impossível era uma mera questão de ponto de vista. Pelo Santos ganhou mais de 40 taças e foi artilheiro do campeonato paulista em 11 oportunidades, sendo 9 consecutivas. Sua alcunha de matador ainda inclui a artilharia da Libertadores de 1965 (6 gols), da Taça Brasil por três vezes (1961, 1963 e 1964) e do Torneio Rio-São Paulo em 1963. Por capricho do destino, o monstro sagrado do futebol, apesar dos seus 1284 gols, nunca conseguiu ser artilheiro em uma Copa do Mundo.

Suas jogadas e conquistas com a camisa do Santos sempre estarão na memória e nos sonhos dos apaixonados torcedores do Peixe, independentemente da idade. Mas, foi com a eterna e mítica camisa amarelo-canário que Pelé revelou-se ao mundo. Com o Brasil, o mestre moralizou, catequizou e exorcizou a tudo e a todos. Foi campeão 3 vezes da Copa do Mundo, a primeira com apenas 17 anos, protagonizou lances épicos, dignos das mais diversas homenagens. Era o líder, a referência e a matriz da mais épica geração de futebolistas que o mundo já viu. Encerrou sua participação em Copas, sendo o principal jogador da maior seleção já vista na história da humanidade. Contribuiu de maneira decisiva para que o Brasil fosse reconhecido mundialmente como o país do futebol.

O único adversário do qual não conseguiu se desvencilhar foi o tempo, que lhe usurpou o trono e lhe devolveu ao mundo dos meros mortais. No dia 1º de outubro de 1977, o Rei abdicou de seu trono, jogando meio tempo pelo Cosmos e meio tempo pelo Santos. Fez o primeiro gol do Cosmos, que ganhou o confronto por 2 a 1.

Em maio de 1981, o jornal francês L’equipe agraciou Pelé com o título de Atleta do Século, depois de uma pesquisa realizada junto aos vinte mais importantes jornais do mundo. O garoto de Três Corações obteve 178 votos contra 169 do segundo colocado, o imortal corredor estadunidense Jesse Owens. Com isso mais um prêmio foi adicionado a sua galeria, uma taça de bronze que pesa 23kg e tem 80 centímetros de altura.

O legado do Rei ultrapassa as quatro linhas. Seus feitos inspiraram músicas, comerciais, livros, filmes, jogos e uma infinidade de coisas. Seu nome tornou-se marca registrada e rende milhões de dólares ao ano. Sua grandiosidade não pode ser compreendida por nós, contemporâneos de sua arte, ficando essa tarefa para as futuras gerações.

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(Foto: Reprodução/Internet)

O desafio de escrever sobre Pelé é gigantesco e não se encerra neste breve artigo. Daí tratar-se de uma introdução, uma pequena amostra, de algo que por certo será digno da grandiosidade do Rei. Como articulista do Cenas, terei o prazer de pormenorizar os históricos feitos realizados por esse gênio, na certeza de contar com o auxílio dos meus companheiros de portal. É apenas o início. Estou convicto de que o maior jogador da história, ainda será fruto de crônicas eternas e imortais.

 

 

Fontes: UOL Educação, UOL Esporte , EBiografia

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