Peñarol x Nacional: o superclássico uruguaio

Há 116 anos era jogado pela primeira vez o clássico mais antigo fora do Reino Unido

Com Peñarol e Nacional em campo não existe jogo sem raça (Foto: Tenfield)

Poucos clássicos no futebol mundial conseguem despertar tanta paixão e rivalidade como Peñarol e Nacional. Quando as duas maiores equipes de Montevidéu se enfrentam, seja por um amistoso ou por alguma rodada do campeonato uruguaio, criam um ambiente único na capital do nosso país vizinho. Esse duelo pode ser considerada um dos maiores do mundo, tamanha a hegemonia de ambas as equipes dentro do país, já que em 112 edições do torneio nacional, a dupla faturou 93, além de somarem 84% dos torcedores uruguaios.

O “Clásico del fútbol uruguayo” ou “El Superclásico”, como é conhecido, foi disputado pela primeira vez no dia 19 de julho de 1900, com vitória de 2 a 0 para Central Uruguay Railway Cricket Club (CURCC) — em 1913 o clube adotou o nome Peñarol e passou a utilizar as cores preto a amarelo.

Para entender um pouco mais essa rivalidade é necessário voltar até o surgimento dos dois clubes. Como o próprio nome já sugere, o CURCC era um clube fundado por imigrantes e dominava boa parte das modalidades esportivas no país. Foi daí que surgiu o Nacional, fundado por um grupo de esportistas que buscavam um clube com uma identidade genuinamente uruguaia, sem a influência de estrangeiros.

Ao longo desses 116 anos de rivalidade, foram disputadas 526 partidas, com 184 vitórias para o Penãrol, incluindo os tempos de CURCC, 174 vitórias do Nacional e 168 empates. Se em número de vitórias a vantagem é dos “carboneros”, a maior goleada pertence aos tricolores, uma vitória por 6 a 0 em dezembro de 1941.

Pela Libertadores da América foram 38 confrontos, com 13 vitórias para o time aurinegro, 15 empates e 10 vitórias para o Nacional. O Peñarol faturou cinco vezes a competição sulamericana, contra três do seu rival. Ambos conquistaram o Mundial Interclubes em três ocasiões.

O jogador que mais vezes participou do clássico foi o atacante do Peñarol José Piendibene, com 62 participações, porém, o maior artilheiro desse derby, é o histórico atacante do Nacional, o argentino Atílio Garcia, que anotou 35 gols.

Estádio Centenário pronto para mais um "El Clásico del Uruguay" (Foto: Tenfield)
Estádio Centenário pronto para mais um “superclássico” (Foto: Tenfield)

É normal em um duelo como esse testemunharmos algumas cenas lamentáveis, já que alguns jogadores e torcedores se entorpecem com a tamanha euforia que uma partida dessas cria. Mas clássico é exatamente isso, uma mistura de paixões e sentimentos movidos por uma partida de futebol, e sabemos que não é algo simples, pois tudo isso vai além de um jogo!

Sinta uma pouco da emoção do que é esse duelo uruguaio:

Algo muito tradicional na América do Sul e que perdeu seu espaço no Brasil são as “Bandas”, no caso, as chamadas baterias ou charangas por aqui. Durante anos nos acostumamos com batuques ou sons vindos de instrumentos de sopro, mas, infelizmente, não  é mais permitido que torcidas possam levar seus instrumentos. Era muito comum vermos no Maracanã baterias que mais pareciam uma escola de samba , assim como, as charangas que tomavam conta de estádios como o Arruda e os Aflitos em Pernambuco. Porém, nossos vizinhos, mantém a tradição que fazem a festa do maior clássico do mundo.

Confira a festa da torcida tricolor e carbonera em um superclássico:

 


Por: Wagner Ponce @wagnerponce

 

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*