Por que a Libertadores é isso tudo?

Nacional campeão (fonte: Conmebol)
Nacional campeão (fonte: Conmebol)

Invariavelmente no futebol fazemos várias comparações e duelos em busca do que foi melhor. Colocamos em disputa ídolos, clubes, jogadores, equipes que marcaram época. Algo perfeitamente natural em se tratando do esporte mais popular do planeta.

Uma dessas disputas colocam frente a frente os maiores torneios de clubes do mundo: Champions League vs. Libertadores. Obviamente, em termos de glamour e investimento de grandes clubes a UCL leva vantagem, até com sobras. O campeonato europeu esbanja dinheiro. Porém, nesse quesito, concentra toda uma renda nos gigantes. E isso nem sempre é garantia de emoção.

Esse é o ponto. Hoje, exclusivamente, seria inimaginável que Steua Bucarest ou Estrela Vermelha voltassem a levantar o título no velho continente. Não é o formato da competição e nem sua tradição: o que os termos da UCL significam hoje é uma concentração de conquista. Real Madrid, Barcelona e Bayern serão favoritos – e vão confirmar esse favoritismo, como já vem acontecendo. Mesmo que se parabenize a boa gestão dos clubes, é notório pensar que há uma discrepância enorme em termos de competitividade.

A lição que fica com o Atlético Nacional na Libertadores 2016 é essa. Dono de uma das melhores campanhas da história da competição, o clube superou equipes que tinham investimentos maiores que os outros pela América, e ainda acompanhamos um bom nível de disputa. Não pé necessário argumentar que está nivelado por baixo. Não está. Pode-se dizer que a concentração dos últimos títulos prevaleceu em cima de Brasil e Argentina. Mas não tivemos um bicampeão consecutivo nem mesmo uma final repetida, times favoritos confirmando supremacia através de jogadores milionários. A UCL é uma ótima competição, recheada de craques da prateleira de cima, com talento de sobra. Mas é notável que pela América as finais, campeões e diversos times que passaram pelas semifinais sejam os mais diferentes clubes e o fato segue surpreendendo.

Mas a competitividade é elemento fundamental para o torneio seguir atraente.

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