O Guia da Série D, todos pelo mata-mata

VAI PEGAR FOGO

Volta Redonda, campeão em 2016 (foto: globoesporte.com)
Por: Jean Costa, RS, Diego Giandomenico, PR e Wagner Ponce, RJ

A Série D do Campeonato Brasileiro é a única das quatro divisões que pode ostentar a alcunha de Campeonato Nacional. Nela estão incluídas todas as federações que fazem do Brasil uma nação. Do Oiapoqui (ou Monte Caburaí, se preferir as novas demarcações) ao Chuí, o Torneio mexe com multidões de torcedores apaixonados, clubes tradicionais e claro os causos mais impressionantes. Se o futebol não respira aqui, dificilmente vai achar outro lugar com ar tão puro. Faltando algumas horas para o início dos duelos dos times que darão seguimento ao sonho do acesso, fizemos o Raio-X desse campeonato que é a essência do nosso esporte.

Portuguesa e o desafio da Série D (foto: Veja)
Portuguesa e o desafio da Série D que não foi atingido (foto: Veja)

Como uma competição democrática, você irá encontrar de tudo. Clube centenário,  emergente, desorganizado, recém-criado, de marca de bebidas energéticas, que joga apenas um mês no ano,  que não paga salários, que tem planejamento moderno, que quase fechou as portas, da capital, do interior, que é o maior do seu estado, que sequer disputa a principal competição estadual. Por isso, elaborar um guia com fatos, histórias, chances na competição, é algo que se mostra necessário. Embarque com a gente nessa aventura que desbravará os quatro cantos deste país.

Começamos pelo Norte. Os grupos A1, A2 e A3, correspondem única e exclusivamente a clubes desta região. Por lá você encontra praticamente todos os campeões de seu estados (do ano passado), com a exceção do Pará, que conta com Paysandu e Remo nas Séries B e C respectivamente. Os clubes amazonenses levam vantagem sobre os demais, por seu tamanho e certa tradição. Por isso, dessa região, Princesa do Solimões-AM e Fast Club-AM tinham boas chances de seguir em frente. Somente o Princesa seguiu. Além deles, São Raimundo-PA e Atlético-AC (quarto-finalista no ano passado), que fizeram boas campanhas ano passado, poderiam surpreender novamente em 2017. Os acrianos seguem para o mata-mata, mas os paraenses ficam pelo caminho da Série D. Outra equipe que pode chamar a atenção é o Rio Branco-AC, que já chegou a figurar na Série C por um certo período e segue viva na competição. Ao restante, cabe o sonho e a nossa surpresa se forem muito além. Saindo do Norte, vamos ao Nordeste, que abrange os seguintes grupos: A4, A5, A6, A7, A8, A9.

Temos dois estranhos no ninho, o Santos do Amapá e o Tocantins de… Tocantins mesmo. De resto são 22 autênticos e genuínos clubes do nordeste brasileiro. Destes, o maior destaque fica para o América-RN, que num passado não tão distante assim, figurou entre as 20 principais equipes do futebol nacional, deixando seu nome na história como a pior participação de um clube da Série A. Mas nesse escalão, o América-RN é uma das grandes forças e é quase impossível não imaginá-lo indo para a segunda fase. Na verdade o alvo dele é o acesso. Ponto. Outras equipes que sonham em ir longe na competição são as do Piauí: Altos-PI, Parnahyba-PI e River-PI. As duas primeiras seguem com isso em meta. Já a terceira equipe piauiense caiu cedo na competição, assim decepcionando aos que assistiram sua participação na Copa do Nordeste.

Outra equipe muito tradicional e que sempre é uma ameaça, é o Campinense-PB. Clube com uma torcida apaixonada, que normalmente lota seus confrontos, a Raposa quer esquecer do trauma da eliminação nas oitavas de final do ano passado para o Itabaiana-SE. Por isso seria um forte candidato, mas após depender apenas das suas próprias forças para avançar de fase, o clube precisará tomar cuidado se quiser seguir em frente no Brasileiro. O sergipano Itabaiana-SE e o baiano Fluminense de Feira de Santana-BA, chegaram muito perto do acesso no ano passado. O Itabaiana-SE parou no São Bento-RS, caiu na fase de grupos esse ano. Já o Flu de Feira-BA parou no Volta Redonda-RJ, e conseguiu a classificação para a próxima fase após um empate na última rodada. Outras equipes que precisavam de pelo menos uma vitória para passar de fase: Globo-RN, Murici-AL, Juazeirense-BA, Sousa-PB, América-PE, e Maranhão. Destas, somente os pernambucanos e os alagoanos ficaram de fora da segunda fase. O restante, entre eles, o Guarani de Juazeiro-BA, infelizmente, já estão eliminados.

Goiás, há muito tempo, e Mato Grosso, recentemente, já se firmaram como forças que vão além do regional. O desafio está para Mato grosso do Sul e Distrito Federal chegarem a esse lugar. Os grupos A10 e A11 são inteiramente deles. O Comercial-MS sustenta a posição de maior tradição, sendo assim um dos que passaram de fase. Os goianos Aparecidense-GO e Anápolis-GO eram tidos como outras boas apostas.  Um deles foi adiante. Além deles, o brasiliense Luziânia-DF e o mato-grossense União Rondonópolis-MT poderiam passar de fase. Algo além disso para essas equipes, parecia ser difícil imaginar.

O sul e sudeste estão misturados entre os grupos restantes: A12, A13, A14, A15, A16 e A17. Na verdade, os grupos A12, A13 e A14 são exclusivos de clubes do sudeste, porém como tem clube paulista para burro, em cada grupo dos sulistas, tem um clube de São Paulo. Claro que por motivos de grana e investimento, as disputas aqui são um pouco mais acirradas. Temos clubes de muita tradição, clubes com grande investimento e os clubes do Espírito Santo, que são um capítulo à parte. Dizer com precisão quem vai passar, pode ser uma armadilha, mas uma coisa é certa, quem passa por esses grupos tem grandes chances de chegar até o final. Ano passado, por exemplo, a final foi disputada entre Volta Redonda-RJ e CSA-AL. Em 2015 o Botafogo-SP foi campeão, com o Ypiranga-RS chegando ao acesso. Em 2014 Tombense-MG foi campeão em cima do Brasil de Pelotas e o Londrina-PR também chegou ao acesso. Em 2013 o Botafogo-PB foi campeão, mas Juventude-RS foi vice e o Tupi-MG garantiu o acesso.

Enfim, deu para entender que desses últimos 6 grupos, saem pelo menos metade dos qualificados para a Série C. Portuguesa-SP, Bangu-RJ, Villa Nova-MG, Novo Hamburgo-RS, Operário-PR, Brusque-SC e Desportiva Ferroviária-ES seguram as pontas da tradição, isso citando um por estado. Red Bull-SP tem a grana dos energéticos ao seu favor. PSTC-PR com sua famosa categoria de base, já não tem mais chances de classificação. Ainda seguem na briga clubes como Ituano-SP, São José-RS, Metropolitano-SC, Boavista-RJ e Espírito Santo. Entre os mais populares, os que ficaram fora do páreo foram: São Paulo-RS, Foz do Iguaçú-PR e o famoso Audax-SP

Com esses prognósticos, podemos apostar que teremos briga até os últimos segundos. A Série D é incrível e o único fator que pesa contra é que os times eliminados na primeira fase disputam apenas 6 partidas. Muito pouco para encher um calendário, chamar a atenção de TVs, torcedores locais e, infelizmente, da própria imprensa, que no geral acaba só publicando notícias curiosas, aumentando ainda mais o preconceito que muitos têm com esse nível de competição.

Após termos um panorama geral sobre a situação de cada região e seus possíveis resultados, vamos nos aproximar de cada clube e conhecer cada estádio que recebe partidas da Série D.

Grupo A1

Atlético-AC– O Galo Carijó, assim como boa parte das equipes acreanas, costuma a mandar seus jogos na famigerada Arena da Floresta, palco de jogos o qual teve seu gramado importado diretamente da Itália. O Alviceleste, ao longo de seus 64 anos de história, pode não ter sido marcado nacionalmente pela história de seus ídolos, mas alguns anos atrás, o time foi o “palco” do talento de Dadão, um dos craques do futebol Acreano. O jogador teve passagem por Fluminense e Seleção Brasileira. Em 2017, o Atlético-AC conquistou apenas o seu oitavo título na história do estadual, a equipe enfrentou o Rio Branco, o maior campeão do estado, e bateu o adversário pelo placar agregado de 3 a 2. Após deixar a vaga na C escapar diante do Moto Club no ano passado, a equipe mergulha no Brasileiro para enfim conquistar o acesso. Visto que terminou na primeira colocação em seu grupo, com 13 pontos, a equipe agora terá pela frente o São Raimundo-PA para seguir com o sonho do acesso vivo.

Arena da Floresta, casa do futebol acreano (foto: templos do futebol)
Arena da Floresta, casa do futebol acreano (foto: templos do futebol)

Princesa do Solimões-MA: O Tubarão manda suas partidas no Gilbertão, que fica localizado na cidade de Manacapuru e tem capacidade para 15.000 pessoas. O Alvirrubro disputou a Copa do Brasil de 2017 e enfrentou o Internacional no Paraná. A equipe vendeu o mando e saiu derrotada por 2 a 0. Para se classificar para o mata-mata da série D, a equipe maranhense precisou vencer o lanterna do grupo, Real Desportivo, e agora terá pela frente o Gurupi-TO.

Real Desportivo-RO: o Furacão do Vale do Jamari é o caçula da Série D 2017. História recente, com apenas seis anos, a equipe ainda não possui títulos, tampouco ídolos, mas devido ao seu 3º lugar no campeonato Rondoniense em 2016 participou do Torneio. No entanto, o time que manda os jogos no Valerião, com capacidade para 5.000 pessoas, entrou na última rodada já eliminado.

Trem-AP: Mandatário do Estádio Milton de Souza Corrêa, o Zerão, e atual “bi-vice” do Campeonato do Amapá a equipe Locomotiva foi para a última rodada da D almejando buscar o que em tempos de outrora fez parte. Em 2004, o Trem-AP disputou o seu então objetivo no momento, a Série C. A qual terminou sem nenhuma vitória. Em 2017, a equipe que já contou com Aristeu Lemos Barbosa, o Perivaldo, e Foguetinho, terminou a fase de grupos sendo goleado pelo Atlético-AC por 4 a 0 e acabou desclassificado.

Grupo A2

O Baré-RR manda seus jogos no Flamarion Vasconcelos, que tem capacidade para 10.000 pessoas. Índio da Consolata já participou quatro vezes da Série C e uma da Série D, em todas eliminado na primeira fase, assim como esse ano, pois marcou apenas três pontos em seis jogos.

O Fast-AM costuma a mandar seus jogos no Estádio da Ulbra e na Arena da Amazônia. A equipe manauara também já enfrentou a equipe americana do Cosmos que contava com o tricampeão mundial Carlos Alberto Torres e o alemão Franz Beckenbauer. Em 2008 eliminou o Santa Cruz na 1ª fase da Copa do Brasil. Com sete pontos na tabela, ficaram atrás dos também eliminados São Raimundo-PA e Gurupi-TO.

Terceiro colocado no Campeonato Tocantinense dessa temporada, o Gurupi-TO, em seus apenas 24 anos de história busca repetir e quem sabe até mesmo superar a campanha de 2013 na Série D. Na ocasião a equipe terminou em nono lugar, seu melhor posicionamento na competição durante suas participações. Para isso, terá que passar pelo Princesa de Solimões-MA.  e conta com a torcida no estádio do Rezendão, que tem capacidade para 4.000 torcedores.

O São Raimundo-PA, da cidade de Santarém, carrega consigo o feito de ser o primeiro campeão da história da Série D. Em 2009 a equipe sagrou-se campeã ao derrotar o Macaé na final após o placar agregado de 4 a 4. Devido aos gols fora de casa, o Pantera Negra levou a melhor. A equipe teve nos pés de Michel o “prêmio” de artilheiro da competição. Já classificado, a equipe já pode se concentrar na próxima fase da Série D. O Alvinegro Santareno tem como casa o Colosso do Tapajós, que possui capacidade para 17.846 pessoas, é também o alçapão da equipe ao longo das temporadas.

Grupo A3

Com estádio para apenas 4000 pessoas, a principal força do futebol de Rondônia atualmente vem de um vice-campeonato para a disputa da D. Tem no Estádio Aluízio Ferreira de Oliveira uma de suas virtudes para empurrar o clube na competição. A palavra “Genus” é oriunda do latim e significa “família”. Até 2006, o clube chamava-se Sport Club Genus Rondoniense. Em 2006 substituiu o “Rondoniense” pelo “de Porto Velho” em virtude de inúmeras reclamações dos torcedores e da imprensa tanto local como de fora alegando que os clubes de Rondônia costumam levar em seu nome, o nome também da cidade. Para se classificar, o Gênus precisava vencer o confronto direto com o São Francisco-PA, em jogo fora de casa, mas sucumbiu diante do seu adversário e terminou na lanterna do seu grupo.

Outra das equipes acreanas que manda seus jogos na Arena Floresta, o Rio Branco-AC foi a primeira da região Norte a disputar uma competição sul-americana: a Copa Conmebol, em 1997. O time enfrentou o Tolima-COL em partidas de ida e volta, saiu derrotado nas penalidades. Na mesma temporada derrotou o Flamengo pela Copa do Brasil em casa por 2 a 1, mas seria eliminado após uma goleada no segundo jogo. Já classificado, saiu derrotada na última rodada pelo São Raimundo-RR.

O São Francisco-PA terminou o Parazão 2017 como quarto colocado e disputa a segunda Série D em sua história. A equipe do Estádio Colosso dos Tapajós fez sua melhor campanha na última divisão na temporada passada. Uma 51ª posição geral. Esse ano, a equipe busca melhorou sua trajetória geral, e qualificou-se para o mata-mata, ao vencer em casa o duelo diante do Gênus-RO.

O São Raimundo-RR volta a participar da Série D após uma fraca campanha na competição de 2014, quando ficou na última colocação do seu grupo. O Ribeirão, estádio da equipe, conta com apenas 3000 lugares para os torcedores. Naquela mesma temporada, enfrentou o Genus-RO pelo Brasileiro, com uma vitória  e um empate. A campanha desse ano conseguiu ser menos pior, já que até a reta final não havia vencido. A última rodada serviu para o, já eliminado clube, conseguir sua única vitória na competição nacional.

Grupo A4

O caçula da competição em apenas 4 anos já tem história para contar. Na atual temporada conquistou o Campeonato Piauiense e vem embalado por ela para a disputa da sua principal competição no ano. O Altos-PI tem como “arena de batalhas” o Lindolfo Monteiro, que fica em Teresina e tem capacidade para 9.760 pessoas. O time conseguiu avançar como segundo colocado do grupo.

O Cordino-MA também é uma das equipes mais jovens na Série D desse ano e também possui o estádio com a menor capacidade da competição. O popularmente “Leandrão”, Estádio Leandro Cláudio da Silva tem capacidade para somente 1400 pessoas. A equipe garantiu após um quarto lugar geral no Maranhense de 2016. A equipe chegou na última rodada dependendo apenas de si, mas saiu derrotada pelo Santos-AP por 2 a 1 e assim dando adeus a competição.

O veterano do Grupo 4, o Santos-AP é o mais conhecido entre as equipes que iniciaram a disputa da D em 21 de maio. O Santos-AP é o primeiro time amapaense a chegar a semifinal de uma competição nacional (Copa Verde). O Peixe da Amazônia é outra equipe que manda seus jogos no Zerão. Passou para o mata-mata com folga diante de seus adversários e agora tem pela frente o caçula de seu grupo na competição.

Zerão, estádio que fica nos dois hemisférios (foto: globoesporte.com)
Zerão, estádio que fica nos dois hemisférios (foto: globoesporte.com)

Seguindo na saga dos vice-campeões regionais, o jovial Tocantis-TO veio para da disputa da Série D em busca de uma vaga na segunda fase da competição e contou com o Estádio Nilton Santos, capacidade para 12.000, para bater de frente contra as demais equipes. O clube só participou do Brasileiro em uma única oportunidade, lá em 2009 quando começava o torneio. A falta de experiência poder ter auxiliado negativamente na sua fraca campanha nesta temporada, quando terminou amargando a última colocação de seu grupo.

Grupo A5

Longe dos holofotes da D desde 2014, o quase octogenário Guarany de Sobral-CE volta a disputar a competição após um quarto lugar no Campeonato Cearense de 2016. O Cacique do Vale foi derrotado pelo Fortaleza pelo placar agregado de 7 a 5. Mandante das partidas no Estádio do Junco, também conhecido como Juncão, tem capacidade para 20.000 pessoas e será o seu 12º jogador na fase mata-mata do campeonato.

O terceiro maior campeão do Maranhense teve uma campanha no estadual desse ano abaixo do que era esperado. Mas em outros tempos, especificamente o ano de 2000, o Maranhão Atlético Clube figurou com destaque no cenário nacional. Naquele ano houve a Copa Norte, torneio que dava direito a disputar a Copa dos Campeões. Esta, que por sua vez, garantia ao vencedor um lugar na Copa Libertadores. Após bela campanha, o MAC chegou à final para enfrentar o São Raimundo-PA e ficou com o vice-campeonato. Ora manda jogos no Castelão, ora no Nhozinho Santos. No mata-mata porém, sua casa será um mistério.

O Potiguar-RN foi a única equipe do interior do estado do Rio Grande do Norte a participar de uma edição de Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão. Em 1979, a equipe ficou no grupo F, junto de Fortaleza, Ferroviário, ABC, América de Natal, CRB, CSA e ASA de Arapiraca, Leônico da Bahia e Itabaiana. A equipe disputou suas partidas no Estádio Leonardo Nogueiro, popular Nogueirão, o qual possui capacidade para 10.000 adeptos. O time da cidade de Mossoró teve a terceira pior campanha na competição, somando apenas dois pontos dos 18 possíveis.

Boa surpresa na Copa do Nordeste, o River-PI teve como grandes adversários durante a competição, como Sport e Vitória. A equipe fez bons jogos, batendo de frente com ambos, mas acabou eliminado pelos baianos nas quartas. Senhor Waldemar chegou a comandar os Piauienses na Lampions League, mas resultados ruins como a eliminação na Copa do Brasil fizeram com que fosse demitido. Eduardo Húngaro assumiu o comando e colocou a equipe no mata-mata da competição. Se surpreendeu positivamente na Copa, na Série D foi diferente. A equipe piauiense não conseguiu se classificar para a segunda fase.

Grupo A6

O América-PE mandou suas partidas no Estádio Ademir da Cunha, que tem capacidade de 10.000 a 12.000 torcedores. Curiosidade: O Esmeraldino é responsável por sofrer a maior virada conhecida no futebol brasileiro. Em 1915, pelo Campeonato Pernambucano daquele ano, o América vencia o Santa Cruz por 5 a 1 até os trinta minutos do segundo tempo, e em 15 minutos o Santa Cruz marcou seis gols numa incrível sequência e venceu o jogo por 7 a 5. A bola do jogo se encontra na sede do Santa Cruz no bairro do Arruda, no Recife. Na série D surpreendeu negativamente ao não seguir em frente.

Ademir da Cunha, casa do América-PE (foto: globoesporte.com)
Ademir da Cunha, casa do América-PE (foto: globoesporte.com)

O Globo-RN é outra das equipes caçulas na competição, mas que já conta com boas campanhas na Série D no currículo. A equipe completará 5 anos em 2017 e novamente vem em busca de uma vaga na Série C. As Águias, em todas suas participações, sempre passaram para a segunda fase da competição. Para além de seu torcedor, a equipe conta com estádio com a cara da competição, o Barretão, que tem capacidade para 10.000 torcedores. Segue vivo na disputa do acesso a Série C.

O Guarani de Juazeiro-CE vem de boas campanhas nos últimos regionais e por isso garantiu uma vaga na Série D de 2017, após terminar em terceiro no estadual anterior. Ao longo de seus 76 anos a equipe não consta com muitos títulos nas bagagens, mas os mandantes do Romeirão disputarão a quarta divisão visando uma campanha melhor que as anteriores. Pela terceira vez seguida competindo na D, o rubro-negro sonhava com uma possível vaga na segunda fase, mas assim como o América-PE, chegou a última rodada precisando vencer e no duelo entre as equipes, o empate em 1 a 1 prevaleceu. Ambas acabaram caindo.

Devido a ajustes no regulamento que, as Federações estaduais tiveram que fazer para definir os participantes nas disputas da Série D 2016 e 2017, o Parnahyba Sport Club-PI acabou sendo prestigiado com uma das vagas para a competição. A equipe centenária manda seus jogos no Estádio Pedro Alef, que tem capacidade para 4700 pessoas e que sofreu na atual temporada com reformas para a disputa das competições. A equipe ainda mantém seu sonho de seguir longe na competição e terá pela frente novamente o Globo-RN.

Grupo A7

O Central-PE entra na disputa da Série D após uma sexta colocação no estadual devido a presença das demais equipes em outras Séries nacionais. É a quinta participação seguida do alvinegro na competição. Prestes a completar 98 anos, tem como mando de campo o Lacerdão, com capacidade para 20.000 pessoas. Em um dos grupos mais equilibrados da competição, a equipe pernambucana não conquistou sua vaga por ter perdido dentro de casa para o rival direto na briga, o Souza-PB.

Lacerdão, casa do Central do Caruaru (foto: commons)
Lacerdão, casa do Central do Caruaru (foto: commons)

Longe de uma boa campanha no Alagoano de 2017, o Coruripe-AL entra na disputa da D após uma quarta colocação no estadual de 2016. Briga pela segunda vaga no grupo. “Hulk”, como é carinhosamente chamado, tem como casa o Municipal Gerson Amaral, com espaço para 7000 torcedores. Curiosidade: a equipe, em suas três participações anteriores, passou da fase de grupos somente uma vez. Foi em 2015, onde enfrentou o São Caetano-SP e acabou sendo eliminado pelo placar agregado de 3 a 1. Já chegou eliminado na última rodada.

 Pela terceira vez disputando a Série D em 10 anos de história, o Juazeirense-BA vem mais uma vez em busca das oitavas de final da competição, assim como no ano passado. O Cancão de fogo manda suas partidas no Estádio Adauto Morais, que tem capacidade para 10.000 adeptos. Sua primeira e única conquista até então foi o título da segunda divisão do Campeonato Baiano, em 2011. Em 2017 a equipe foi adiante na competição pela primeira vez ao somar 9 dos 18 pontos possíveis e terminar como primeiro colocado do Grupo 7.

Outra equipe jovem na competição o Souza-PB vem para sua terceira participação na história da Série D e assim como em 2012, buscava passar da fase de grupos novamente. O Dinossauro costuma a mandar seus jogos no apertado e popular Marizão, que tem capacidade de 11.000 torcedores. Em 2010, pela Copa do Brasil, o Souza enfrentou o Vasco da Gama na primeira fase, tendo que jogar fora de seus domínios. O time saiu derrotado por 2 a 1, depois de estar vencendo, com gol do meia “Ribinha”, o jogo de volta, em São Januário, terminou empatado por 0 a 0. Nessa temporada surpreendeu o Central-PE ao derrotar a equipe pernambucana na última rodada por 1 a 0 e longe de seus domínios.

Grupo A8

Estreante pernambucano na competição desse ano, o Atlético-PE vem para a série D após ser o quarto melhor colocado no estadual de 2016. Com 11 anos de idade, é outra das equipes com pouco histórico no futebol nacional, diferentemente de seu rival na estreia da competição, o Campinense-PB. O Atlético iniciou suas atividades em 2006, como projeto social voltado para a formação de jovens atletas. Chegou na última rodada precisando apenas de um empate, mas sucumbiu diante de seu adversário na primeira rodada.

Veterano e Centenário do grupo, o Campinense-PB, vice-campeão da Lampions League em 2016 é candidato a conquistar uma das vagas na Série C. A Raposa joga no Estádio Governador Ernani Sátyro, mais conhecido por O Amigão, e não, não tem qualquer relação com o apresentador da ESPN. Entre os ídolos recentes, o hoje veterano Warley, que chegou ao Rubro Negro em janeiro de 2012 com prestígio de ter desempenhado grande participação na Série D do ano anterior no grande rival do Campinense, o Treze-PB. Ele foi decisivo na conquista do Paraibano 2012, marcou 22 gols, o que acabou consagrando o goleador como o maior artilheiro do Campinense-PB em uma edição de estadual. Além dele, Rodrigo Tabata é outro dos nomes conhecidos que passaram pela equipe recentemente e se tornaram ídolos. Foi no sufoco, mas os paraibanos conseguiram. Dependendo somente de suas forças, a Raposa conseguiu bater o Atlético-PE na última rodada por 2 a 0 e assim conseguindo vaga na segunda fase.

O Campinense tem no Amigão um dos seus pontos fortes (foto: 2bp)
O Campinense tem no Amigão um dos seus pontos fortes (foto: 2bp)

Em um grupo equilibrado, o Flu de Feira-BA brigou com Campinense-PB e Itabaiana-SE por uma das vagas na segunda fase da Série D 2017 e fez bonito. O Tricolor, que manda suas partidas no Joia da Princesa, com espaço para 16.274 adeptos, ficou em primeiro do grupo. Em 2003, Obina, aquele mesmo, o melhor que o Eto’o defendeu o Fluminense de Feira. O mascote da equipe é o Touro.

Uma das sensações na Copa do Nordeste de 2017, o Itabaiana-SE veio para o Brasileiro pretendendo surpreender mais uma vez os seus adversários. A equipe Sergipana chegou para a fase de grupos como candidata a vaga na próxima fase para quem sabe novamente surpreender quem acompanha o futebol. Só que acabou sendo uma das decepções do campeonato. Como auxílio nas seis primeiras “batalhas” o Tricolor contou com o Etelvino Mendonça, seu estádio, com capacidade para 12.000 pessoas. É o primeiro e único sergipano até então a ter conquistado um título regional, a Copa do Nordeste, em 1971.

Grupo A9

O América-RN é uma das equipes mais populares na competição. A equipe centenária manda suas partidas na Arena das Dunas, palco de Copa do Mundo. Grande nome do Botafogo na atual temporada, Rodrigo Pimpão viveu grande pelo Mecão, e virou ídolo por lá. Curiosidade, o América-RN foi o primeiro clube a conseguir dois acessos consecutivos no Campeonato Brasileiro. Esse feito foi conquistado com o acesso da Série C para Série B, em 2005 e da Série B para Série A em 2006. Candidatíssimo ao acesso a Série C, o Mecão terminou a fase de grupos com a melhor campanha geral fazendo 15 pontos.

Arena das Dunas, estádio de Copa do Mundo (foto: commons)
Arena das Dunas, estádio de Copa do Mundo (foto: commons)

Outra das equipes baianas na competição, o Jacabina-BA, alcunha da equipe, tem disputado seus jogos no estádio José Rocha. O campo de batalha em questão tem capacidade para 5.000 pessoas. A equipe garantiu uma vaga na Série D 2017 após ser vice-campeã da Copa do Governador. Diante dos adversários mais conhecidos do público, surpreendeu ao garantir a segunda colocação de seu grupo.

Sem o seu artilheiro na Copa do Nordeste desse ano, Hiago, o Sergipe-SE veio para a Série D com menos força do que na primeira competição a nível nacional disputada, mas não menos favorita. Só que acabou sendo mais um que deixou a desejar no campeonato. A equipe tem como casa o Batistão, que tem capacidade para 15.000 adeptos. O Gipão foi quem revelou o meia Sandoval, jogador de qualidade, com passagens por Atlético-PR, São Paulo, Internacional (o qual viveu grande momento) e outros. O baixinho de 1, 65 atuou por seis anos no Sergipe e virou ídolo no clube. O clube também foi o primeiro a organizar oficialmente uma seção de futebol juvenil, que ocorreu em 1937. Pioneirismo nordestino em uma questão crucial.

Na Copa do Brasil desse ano, O Murici-AL fez história ao conseguir sua melhor campanha na competição. O clube chegou até a terceira fase, eliminando o Juventude (campeão da Copa em 99), América-MG, nas penalidades, sendo eliminado somente pelo Cruzeiro. Antes de enfrentar a Raposa, a equipe alagoana acabou virando notícia de repercussão nacional após declaração polêmica de um Jornalista de BH. Na época ele menosprezou o Murici-AL e os clubes alagoanos como equipes “pequenas” e afirmou que o local do primeiro jogo deveria ser o Estádio Rei Pelé, pois, segundo o Jornalista, o José Gomes da Costa não apresentava condições de jogo. Os alagoanos entraram com um recurso comprovando que havia sim condições e conseguiram, assim calando seu crítico. O José Gomes da Costa tem capacidade para 3.500 pessoas. Na Série D amargou a última colocação no seu grupo.

Grupo A10

Terceira participação na Série D, o Comercial-SP pela primeira vez passou da fase de grupos na competição, ao terminar na vice-liderança. As duas primeiras campanhas foram fracas, mas em nenhuma terminou como lanterna de seu respectivo grupo. O clube tem mandado suas partidas no Estádio Morenão, um dos maiores da competição por sinal, com capacidade para 42.000 apreciadores de futebol.

Morenão com 42 mil lugares, é um dos maiores da competição (foto: Campo Grande News)
Morenão com 42 mil lugares, é um dos maiores da competição (foto: Campo Grande News)

O Ceilândia-DF chegou na Série D buscando ir além do esperado. Em 2016, chegou até as oitavas. Nessa temporada o objetivo é ir mais adiante. O clube tem como ídolos o atacante Risadinha, autor do primeiro gol da história do clube, o atacante Cassius, o seu maior artilheiro de todos os tempos e os conhecidos do público brasileiro, o goleador Dimba e Allan Dellon Os últimos três participaram das duas grandes conquistas do clube, os estaduais de 2010 e 2012. Após terminar como líder do grupo, terá pela frente o Comercial-SP novamente.

O Sinop-MT estreou com derrota na atual Série D, não era favorita a passar da fase grupos, mas buscava ao menos redenção após uma fraca campanha em 2016. Na ocasião a equipe terminou como lanterna do grupo com três derrotas e três empates. O Galo do Norte tem como casa o Estádio Municipal Massami Uriu e como maior ídolo é o ex-fazendeiro e ex-jogador Marcelinho Boiadeiro, falecido em 2012, sendo mais uma vítima de acidente nas péssimas estradas brasileiras. Nessa temporada, o que aconteceu ano passado acabou se repetindo.

Outro clube que chegou até as oitavas em 2016, o Anápolis-GO vinha em busca de uma boa campanha no Brasileiro. No ano passado a equipe foi eliminada pelo Volta Redonda-RJ, que viria a se tornar o campeão. O estádio Jonas Duarte, 14.000 torcedores foi o palco do Galo da Comarca, mas não foi forte o suficiente para auxiliar na campanha e na precoce eliminação.

Grupo A11

O União Rondonópolis-RO estreou com pé direito no seu estádio, o Luthero Lopes. A equipe derrotou o Sete de Dourados por 1 a 0 e brigou por uma vaga na próxima fase até o fim. Garantiu! Liderou seu grupo do começo ao fim e na segunda fase terá pela frente o Vila Nova-MG. Curiosidade, é conhecida em toda a cidade de Rondonópolis, bem como no meio futebolístico da região a lenda de uma praga que foi lançada por uma lavadeira, a qual o time supostamente não teria pago e esta lançou uma praga sobre o clube de jamais vencer um campeonato estadual. Porém, no dia 28 de Abril de 2010 , a praga parece ter ido pelo ralo, o União conquistou o seu primeiro título em 43 anos de história.

Eliminado na segunda fase da D 2016, o  Aparecidense-GO novamente entra na disputa pela tão almejada vaga na C. Os goianos tem como mando de campo o Estádio Anníbal Batista de Toledo. No ano passado a equipe foi derrotada pelo Ceilândia-DF pelo placar agregado de 2 a 1 em duas partidas truncadas. Esse ano, a equipe terá pela frente um dos favoritos para ir longe no mata-mata, o América-RN.

Garantido na Série D após a conquista do Brasiliense de 2016, o Luziânia-DF voltou a disputar a competição após a eliminação no Brasileiro passado. A equipe terminou na terceira colocação com seis pontos e apenas uma vitória contra o Sinop-MT. Ao longo de seus 90 anos, o Azulino vive seu auge nas últimas temporadas. De 2012 para cá a equipe conquistou três títulos, dois estaduais e uma Taça JK. Nesse ano não conseguiu passar da fase de grupos.

Apesar do clube já ter 22 anos, o Sete de Dourados-MS só disputou seu primeiro jogo como profissional em 2005. Em 2016 o Tricolor foi eliminado pelo Fluminense de Feira-BA na segunda fase do Brasileiro após ser derrotado por 2 a 0 em ambas as partidas. A equipe teve que amargar a pior campanha geral na Série D. Fez somente um ponto e terminou a competição com saldo de 10 gols negativos.

Grupo A12

Campeã da Copa Rio 2016 a Portuguesa-RJ voltou a disputa da D novamente em busca do mata-mata. Se na temporada passada a equipe terminou em segundo no grupo, mas devido ao corte dos dois piores acabou sendo eliminada.  Em 2017 a retomada foi diferente. Na estreia contra a URT-MG, a Portuguesa-RJ já provou que não veio a passeio. A equipe tem como casa o Luso-Brasileiro, apesar de ter estreado no Moça Bonita, já que seu estádio está alugado ao Flamengo para a disputa da Série A. Mas em meio ao aluguel de sua casa, os cariocas fizeram uma excelente campanha na primeira fase. Foram 14 pontos dos 18 possíveis e uma classificação sem qualquer problema.

Eliminada pelo campeão Volta Redonda-RJ no ano passado, a URT-MG estreou com o pé esquerdo na quarta divisão, mas após jogos duríssimos contra os adversários por uma vaga no mata-mata, o Trovão Azul conseguiu a classificação. O clube foi bi-campeão consecutivo do Interior Mineiro em 2017.

Fora da competição na temporada passada, os Goianos do Itumbiara-GO estrearam com vitória na primeira rodada do Brasileiro desse ano, A equipe que já contou com Túlio Maravilha, Denilson e o arqueiro Sérgio fez parte de um grupo equilibrado, no qual quem começasse vencendo acabaria se classificando na reta final. Bem que o Itumbiara tentou, mas na última rodada empatou diante do Audax-SP e deixou a vaga no mata-mata escapar.

De sensação em 2016 ao abismo na atual temporada. Rebaixado no Paulista, o Audax-SP foi decepção à parte em meio a sua proposta encantadora quanto ao toque de bola. Em tempos de D e gramados com a qualidade abaixo do esperado para esse tipo de jogo, a equipe vermelha teve um caminho complicado pela frente. Somou apenas um ponto, sendo uma das piores campanhas na competição. É hora de rever conceitos.

Grupo A13

De uma Série A até a D em pouco tempo, sem contar as quedas no Paulista. O caso da Portuguesa-SP nos mostra o quão cruel pode ser uma lição no futebol em meio à corrupção existente. A equipe que teve os ídolos Djalma Santos, Dener, o goleiro Clemer e muitos outros, hoje chega ao ápice de seu caos pelo que teve de arcar em 2013. A Lusa estreou com vitória na D, mas sua trajetória na competição foi de uma decepção tremenda. Não há palavras que expressem o que tem passado a equipe paulista.

Primeiro clube do Rio de Janeiro a escalar um atleta negro, em 1905 e estreante na Série D, o Bangu-RJ voltou a disputar um Brasileiro após 14 anos, e não poderia ter começado melhor. A vitória fora de casa diante do Vila Nova-MG foi para impor o devido respeito e despontar como favorito já no início. Equipe que já foi do gigante Ademir da Guia e Cláudio Adão, hoje, já não contava mais com sua grande contratação da temporada, Loco Abreu, mas isso não impediu o clube de estrear bem na competição. No decorrer do campeonato o Bangu caiu de produção e consequentemente de posições. Chegou na última partida precisando vencer para seguir em frente e não passou de um empate com o então líder e derrotado na primeira rodada pelos cariocas, o Vila Nova-MG.

Moça Bonita, um dos templos do futebol da Série D (foto: panoramio)
Moça Bonita, um dos templos do futebol da Série D (foto: panoramio)

Começar com o pé esquerdo em uma competição nunca é e jamais será bom. A Desportiva Ferroviária-ES saiu derrotada pela Lusa na estreia, mas ainda contava com sua torcida e palco de jogos em terras capixabas para reverter a situação. A casa da Ferroviária-ES é o Estádio Engenheiro Alencar de Araripe, ou simplesmente Engenheiro Araripe, tem capacidade atual estimada em 7.700 pessoas e serviu como um 12º jogador para o clube. Acabou dando certo. O time capixaba garantiu a segunda colocação no seu grupo e agora vai enfrentar o Operário-PR.

Uma curiosidade sobre o Desportiva: para atrair público durante o Brasileiro de 1973 a Locomotiva Grená contratou Fio Maravilha (nós gostamos de você), já em final de carreira. A equipe permaneceu na primeira divisão até 82.

Primeiro campeão na história da Série B, o Vila Nova-MG começou a disputa da última divisão com um atropelo por parte dos cariocas do Bangu. Após campanha rasa no Mineiro, o Leão do Bonfim via na Série D uma chave para recuperação na temporada. Não era favorita a passar para a próxima fase, mas o clube do estádio Castor Cifuentes reverteu sua situação e agora segue na briga pelo acesso.

Grupo A14

Potência no futebol de areia, o Espírito Santo Futebol Clube voltou a disputar uma Série D, que por sinal foi a segunda consecutiva. No ano passado acabaram eliminados no mata-mata pelo J. Malucelli. Dessa vez os capixabas não terão os paranaenses pela frente, mas sim seu companheiro de grupo. Confronto entre colegas de chaveamento mais uma vez decidindo um duelo da segunda fase.

Novamente no grupo com o Espírito Santo, o Boavista-RJ volta a D buscando por “vingança”. A equipe carioca ficou atrás do “Santão” na temporada passada por um ponto, que custou a eliminação na fase de grupos.  O Verdão de Saquarema deu o troco esse ano, mas terá que enfrentar a equipe capixaba novamente para seguir sonhando com o acesso.

Mais uma vez no grupo com Boavista e Espírito Santo, a Caldense-MG, mesmo com derrota na estreia, ainda seguia sendo apontada como favorita a avançar para o mata-mata. A quinta colocação no Mineiro 2017 motivava para a disputa da competição prioridade na temporada. Em 2016 havia eliminada pelo Anápolis-GO logo na segunda fase. O Verdão buscava ao menos seguir adiante, mas o desempenho muito abaixo do esperado resultou em uma última colocação no seu grupo.

O RB Brasil-SP entrou na disputa da Série D 2017 com o objetivo de compensar o desempenho raso na competições que disputou na atual temporada. Não passar para o mata-mata no Paulista, nem ter sido ao menos o Campeão do Interior pesava, mas para o Toro Loko o Brasileiro era a galinha dos ovos de ouro. Começou o torneio empatando fora de casa, mas dentro de seus domínios, na Red Bull Arena, o Touro fraquejou e deixou a classificação escapar na última rodada, ao perder para o Espírito Santo.

Grupo A15

Campeão da Copa Paulista e rebaixado no Paulistão em 2016, o XV de Piracicaba-SP viveu um momento em que precisou se dividir entre duas competições. a Série A2 e o Brasileiro. Estreou vencendo, mas sucumbiu. O clube do Estádio Barão de Serra Negra contava com o planejamento de toda sua direção, mas caiu na reta final diante de um interessante time do Brusque-SC.

Campeão estadual em 2015, rebaixado em 2016. O Operário-PR também vive momento em que precisa se dividir entre duas competições. Só que existe um porém, devido a um recurso que uma das equipes solicitou, o grupo que a equipe da cidade Ponta Grossa faz parte está passando por uma paralisação. E pelo jeito assim continuará para a lamentação do clube. Enquanto isso o Fantasma foca na competição de nível nacional em busca de uma vaga na terceira divisão. Segue vivo na Série D após liderar o grupo 15 sem mais problemas.

Germano Krüger, casa do Operário de Ponta Grossa (foto: pgesportes)
Germano Krüger, casa do Operário de Ponta Grossa (foto: pgesportes)

Depois de quase surpreender o Corinthians na Copa do Brasil e fechar o Catarinense com uma boa campanha, o Brusque-SC teve de lidar com a perda de jogadores para o campeonato. O clube aluga o estádio Augusto Bauer para mandar seus jogos, lugar que se tornou um alçapão do time. A derrota na estreia não abalou o planejamento dos catarinenses para a competição, que seguiram lutando por uma vaga na próxima fase até o fim. Na próxima fase terá o São José-RS como grande adversário.

Vaga que escapou na última rodada da divisão na temporada passada, quase rebaixamento no estadual do ano seguinte. O São Paulo-RS passa por um momento em que parece estar mais em uma montanha russa do que no futebol. No Gauchão a equipe venceu o Grêmio e se livrou da queda. Como grande força para o campeonato o clube contou com uma torcida apaixonada e o belíssimo estádio Aldo Dapuzzo, que tem capacidade para 6.800 torcedores, para se impor diante dos seus adversários. Era esperado mais. Somente 4 dos 9 pontos possíveis foram conquistados nos seus domínios, esses que por sinal foram os únicos da equipe na competição.

Aldo Dapuzzo, estádio do São Paulo gaúcho (foto: toda cancha)
Aldo Dapuzzo, estádio do São Paulo gaúcho (foto: toda cancha)

Grupo A16

O Inter de Lages-SC é mais uma das equipes que escaparam do rebaixamento na reta final do estadual, mas que via no Brasileiro D uma chance de recompensar a torcida após o momento ruim. O clube foi eliminado nas oitavas pelo Ituano-SP na Quarta Divisão de 2016, antes disso eliminou o Caxias-RS. Na atual, sua situação continuou em maus lençóis: foi uma das duas equipes a serem cortadas como piores segundos colocados, com oito pontos.

Estreante na última divisão, o São Bernardo-SP começou a temporada da pior maneira possível ao ser rebaixado no estadual. A fraca campanha serviu de alerta para o que viria pela frente, mas o Tigre do ABC começou o torneio já mostrando que não veio a passeio. Logo na estreia venceu o Novo Hamburgo-RS e após as rodadas encerrou a primeira fase na liderança com 13 pontos somados.

O Foz do Iguaçu-PR entrou na D após fazer sua melhor campanha na história do Campeonato Paranaense, um quarto lugar garantiu a sua vaga. Apesar de não ido tão bem no estadual de 2017, a equipe entrava na disputa acreditando ser possível ir longe na competição, mas os seis pontos somados e a terceira colocação no grupo foram um choque de realidade.

Da interrupção da supremacia da dupla Grenal ao inevitável desmanche após a conquista. O Novo Hamburgo-RS acabou sofrendo com inúmeras perdas após o título do Campeonato gaúcho 2017. Só três atletas permaneceram para a Série D no clube do Estádio do Vale. A direção temia não ter como participar do Brasileiro, mas remontou a equipe do Anilado em tempo recorde. Porém,  isso não foi o suficiente para o clube ir adiante. O Nóia era tido como um dos favoritos ao acesso, mas o já referenciado desmanche na equipe acabou custando muito caro.

Grupo A17

Campeão do Interior paulista nessa temporada, o Ituano-SP veio embalado. Depois de ser eliminado nas quartas em 2016 e ver a vaga na C escapar pelas mãos, o Galo de Itu até foi apontado como um dos favoritos ao acesso em 2017. Começou com o pé direito, mas junto das demais equipes apontadas foi uma das grandes decepções esse ano.

Novelli Júnior, um dos tradicionais estádios da Série D (foto: tripadivisor)
Novelli Júnior, um dos tradicionais estádios da Série D (foto: tripadivisor)

Rebaixado no Catarinense, o Metropolitano-SC parecia viver um de seus piores momentos até sua estreia na competição, mas a vitória contra os paranaenses do PSTC serviu de momento de afago em meio à tristeza pela queda. Eliminado na fase de grupos no ano passado, o Metrô ao menos garantiu uma classificação ao mata-mata nesta temporada.

Outra equipe que caiu no estadual, o PSTC-SC decepcionou no Paraná após ser o quarto colocado no estadual de 2016. O clube também fora eliminado na primeira fase da divisão no ano passado, e para piorar terminou na última colocação do seu grupo.

Por fim o São José-RS, que durante o estadual da temporada jogou menos do que se esperava e era visto nos anos anteriores. Eliminado nas quartas pelo então campeão, o clube pouco encheu os olhos de quem assistia às partidas do Campeonato Gaúcho. Mas mesmo começando com derrota, a equipe garantiu sem muito esforço uma vaga no mata-mata. Seu estádio, o Passo D’Areia é o única da Série D com gramado sintético.

Passo D'Areia, casa do São José (foto: grenais)
Passo D’Areia, casa do São José (foto: grenais)

Feito o guia da trajetória das equipes até então, seguimos para os confrontos da segunda fase da Competição que verdadeiramente faz juz ao seu nome.

Os confrontos do mata-mata

Atlético-AC x São Raimundo-PA
Gurupi-TO x Princesa do Solimões-MA
Rio Branco-AC x Maranhão
Santos-AP x Altos-PI
Guarany de Sobral-CE x Sousa-PB
Globo FC x Parnahyba
Fluminense de Feira-BA x Campinense-PB
América-RN x Comercial-MS
Comercial-MS x Ceilândia
Portuguesa-RJ x URT-MG
Villa Nova-MG x Aparecidense-GO
Boavista-RJ x Espírito Santo
Operário-PR x Desportiva Ferroviária
Jacobina-BA x Juazeirense-BA
São Bernardo-SP x Metropolitano-SC
São José-RS x Brusque-SC
Fontes: ac24horas.com, potiguardemossoro.com

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