Quando Hulk calou os racistas

A habilidade calou o preconceito

Hulk comemora um dos seus gols contra o Benfica (Foto:AFP)

Infelizmente, o racismo ainda está presente em nossa sociedade. Até o futebol não consegue se livrar do mal que é o preconceito com pessoas de “outra” raça. O jogador brasileiro Hulk, por um instante, conseguiu calar os racistas com um golaço. A CL vem relembrar desse grande momento.

O jogo era Benfica e Porto, nada mais nada menos que o maior clássico português. Os dois esquadrões digladiavam-se pela 21ª rodada do campeonato nacional de 2011/2012, as equipes disputavam o campeonato ponto a ponto. O confronto era tido como imprescindível para a conquista do titulo por ambos os times. Hulk era, de fato, o líder do Porto. Capitão do time e referencia técnica para o treinador e os torcedores, o melhor jogador do campeonato e carrasco do Benfica. Até o embate, eram 5 gols e 6 assistências em 11 jogos contra os encarnados.

Como de praxe, desde o inicio do jogo, os benfiquistas começaram a perseguir o jogador com vaias e xingamentos. Alguns torcedores começaram a imitar sons de macaco quando Hulk tocava na bola, o que não durou muito tempo, pois o jogador deu um dos maiores “cala boca” já visto no futebol.

Aos 6 minutos, Hulk recebe uma bola pela ponta-direita do campo, bem ao lado dos torcedores racistas. Ele ajeita para bater e manda no ângulo do goleiro Artur. Um gol de extrema felicidade pelo belo chute acertado e pelo silêncio de todos os torcedores da casa, essencialmente os torcedores racistas. (Veja vídeo abaixo)

Lamentavelmente a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) não puniu o Benfica, assim como o clube não puniu os torcedores que praticaram o ato de racismo contra o atleta.

Em entrevista ao Globoesporte.com, Hulk admitiu que esta foi a única vez em que sofreu racismo em Portugal. “Nunca passei por uma situação assim (sobre o racismo). Só uma vez num jogo contra o Benfica. Os adeptos fizeram aquele barulho – imitando sons de macaco – mas fiz um golo e calei o estádio. Quando vemos isso, ficamos tristes”, disse o jogador.

Texto: Lucas Bastos Gabriel

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