Retrospectiva – Campeonatos Estaduais de 2016

Com diferentes histórias, os estaduais ainda regem o nosso futebol.

A Chapecoense levou o Catarinense. (Foto: Cleberson Silva
 Por: Max Galli, SP

Os campeonatos estaduais movimentaram a bola por todos os cantos do Brasil. Tivemos 27 campeões ao todo, que disputaram acirradamente em tudo quanto é tipo de formato de campeonato, seja em primeiro quanto em segundo turno, fase de grupos, mata-mata, cada um com seu estilo, mas sempre buscando a taça levantada e assim iniciar o ano com um título. Há controvérsias para com a existência dos estaduais, mas há quem diga que sem eles o futebol brasileiro ficaria defasado, mas esqueçamos as polêmicas fora de campo e vamos relembrar os grandes campeões e os grandes acontecimentos em seus respectivos estados.

Campeonato Acreano – Atletico Acreano Campeão

Lá no pontal do nosso norte brasileiro, o estadual nos dá equipes que poucos brasileiros conhecem, mas ainda assim balançam os apaixonados por futebol. O campeonato é disputado em duas fases com oito equipes buscando o título. Na primeira fase, o primeiro colocado vai direto para a final e, também, classificam-se as seis melhores equipes para o hexagonal final, tendo também o último colocado rebaixado para a segunda divisão estadual, sendo ele o AMAX-AC.

O Rio Branco-AC terminou invicto a primeira fase e garantiu a ida para a final, mas caso ficasse em primeiro no hexagonal já levava o título para José de Melo. Só faltou avisar o Atlético Acreano que levou o Hexagonal e aprontou na grande final, ganhando as duas partidas (3 a 1; 2 a 1) e quebrou o tabu de 25 anos sem gritar “é campeão”. Com direito a golaço de voleio de Polaco no segundo jogo, a festa foi azul e branca na Arena da Floresta. Ainda há a grande menção honrosa ao artilheiro do campeonato, Tonhão Cabañas do Galvez, que marcou 11 gols.

A espera de 25 anos acabou, Atlético Acreano campeão do Acre. (Foto: Reprodução/Sérgio Vale/Acre Ao Vivo)
25 anos depois, o Atlético Acreano é campeão do Acre (Foto: Reprodução/Sérgio Vale/Acre Ao Vivo)

Campeonato Alagoano – CRB Campeão

Em Alagoas, onde existe mais uma da dita rivalidade Azul e Vermelho, nos dá um campeonato disputado por 10 clubes. Sendo ele disputado em esquema de cinco fases distintas: a primeira fase que é dividida em dois grupos de cinco equipes cada, sendo os três primeiros de cada lado indo para o hexagonal final e as quatro equipes restantes para o quadrangular de permanência.

No hexagonal, as quatro melhores vão para a semi-final disputada em mata-mata. No quadrangular, as duas melhores equipes permanecem e as duas piores caem para a segundona, sendo Penedense e Ipanema. As semis foram disputadas entre Murici x CSA e Coruripe x CRB tendo o maior clássico estadual, CSA x CRB, sendo o representante da grande final. Mesmo o lado vermelho conseguindo o bi, o CRB não teve muito o que comemorar já que o apito final do segundo jogo deu início a uma verdadeira batalha campal entre os torcedores dos dois times no Estádio Rei Pelé. Algo para se esquecer. O campeonato teve o atacante Katê do Murici como artilheiro do estadual marcando nove gols.

CRB levanta a taça um pouco antes da briga generalizada. (Foto: Reprodução/Pei Fon/Portal TNH1)
CRB levanta a taça um pouco antes da briga generalizada. (Foto: Reprodução/Pei Fon/Portal TNH1)

Campeonato Amazonense – Fast Clube Campeão

O campeonato nos Amazonas, que comemora a sua centésima edição, foi marcada pela grande influência da má organização da Federação local. Como queria terminar com a segunda divisão e com o rebaixamento, a maioria das equipes preferiu mandar o campeonato para o segundo semestre, entretanto houveram apenas sete equipes das 15 inscritas. Entretanto, os moldes ainda foram os mesmos que o de 2015.

A primeira fase se deu com as sete agremiações jogando em turno e returno, sendo que os quatro melhores iriam para a semi-final e o último colocado sendo rebaixado para a Fase Preliminar de 2017, o Nacional Borbense. As semi e a grande final na Arena da Amazônia foram disputados em jogo único, Fast Clube e Princesa do Solimões colocaram 3 mil pagantes na Arena no jogo do título e o Rolo Compressor Amazônico, depois de 45 anos, levou a melhor vencendo por 3 a 1. O artilheiro da competição ficou com Jefferson do Princesa que estufou as redes nove vezes.

Tabu quebrado e taça ao alto, Fast Clube campeão do Amazonas. (Foto: Reprodução/Marcos Dantas)
Tabu quebrado e taça ao alto, Fast Clube campeão do Amazonas. (Foto: Reprodução/Marcos Dantas)

Campeonato Amapaense – Santos-AP Campeão

No segundo menor campeonato estadual do Brasil, teve aflição e comemoração ao final de tudo no estádio que divide os hemisférios norte e sul em cada lado do campo, o Zerão. Com apenas cinco equipes participantes, a disputa é feita em primeiro e segundo turno, sendo que no primeiro turno o São Paulo-AP e o Trem foram as melhores equipes e disputaram o título da primeira parte do campeonato. O Trem levou a melhor e garantiu vaga na final. Na segunda metade, Macapá e o Santos-AP foram os melhores e numa final com pouca agitação. A melhor campanha prevaleceu no empate em 0 a 0 e levou o Santos-AP para a final do estadual.

O Peixe da Amazônia, como é chamado o Santos-AP, começou perdendo a partida e ainda teve uma expulsão feita pelo árbitro Luiz Flavio de Oliveira, que era o grande astro, até então, da final, mas mesmo assim a equipe foi em busca do empate que levou a partida para os pênaltis. Nas cobranças, melhor para o xará da equipe praiana de São Paulo que tinha Axel no gol e defendeu três chutes e deu o quarto título seguido da competição para o Santos-AP, dessa vez de forma invicta. Everton Reis do São Paulo-AP foi o artilheiro do estadual com oito tentos feitos.

O goleiro Axel foi o grande herói da noite que deu título para o Santos-AP. (Foto: Reprodução/Rafael Moreira/GloboEsporte-AP)
O goleiro Axel foi o grande herói da noite que deu título para o Santos-AP. (Foto: Reprodução/Rafael Moreira/GloboEsporte-AP)

Campeonato Baiano – Vitória Campeão

O Baianão nos deu uma mostra do que o atacante Marinho faria no restante do ano, independente da situação do Vitória no decorrer do mesmo. Eleito o craque do campeonato, ele ajudou o Leão do Barradão a levar mais um título e acabar com o sonho do tri do grande rival. A competição com 12 equipes tem em sua primeira fase os oitos melhores classificados para o mata-mata e os quatro piores disputam o mata-mata do rebaixamento, sendo que sofreram o descenso o Feirense e o Colo Colo-BA.

Bahia e Vitória confirmaram que eram de fato os favoritos do campeonato e fizeram dois jogos na final para se recordar, não pelos gols marcados, mas pela entrega e provocação das equipes em campo. No Barradão, vitória rubro-negra por 2 a 0 e vantagem no jogo de volta na Arena da Fonte Nova. Porém, o Bahia não conseguiu buscar o resultado e, mesmo vencendo por 1 a 0, viu o rival comemorar em sua casa, entretanto quebrou o tabu de dois sem vencer um Ba-Vi.

Leão da Barra levou o título baiano para o Barradão. (Foto: Reprodução/Rafael Santana/GloboEsporte-BA)
Leão da Barra levou o título baiano para o Barradão. (Foto: Reprodução/Rafael Santana)

Campeonato Cearense – Fortaleza Campeão

No Cearense, o maior acontecimento ficou por parte do Ceará que não conseguiu se classificar para as disputas da semifinal, o que não acontecia desde 2008. Isso abriu as portas para o Fortaleza prevalecer e buscar mais um título estadual. A primeira fase do campeonato é feita com a divisão das 10 equipes em dois grupos, sendo os maiores do estado os cabeça-de-chave, os três melhores de cada chave vai para a segunda fase, os outros quatro vão disputar o quadrangular do rebaixamento. Na segunda fase, mais dois grupos com os três classificados em cada, porém os jogos são intercalados entre as duas chaves, fazendo os dois melhores de cada indo para as semi.

O Ceará não conseguiu ir bem e não passou para o mata-mata final. O Icasa, outra equipe que perdurava em grandes divisões nacionais, fora rebaixada no quadrangular de descenso junto com o Quixadá. Na semi-final, o Fortaleza conseguiu a classificação para a finalíssima depois de um empate em 4 a 4 contra o Guarany de Sobral, num jogo com duas expulsões e três pênaltis. O adversário foi o Uniclinic que chegava para a sua primeira final, mas se prevaleceu com duas vitórias levantou a taça do bi no Castelão e ainda teve o artilheiro do campeonato com Anselmo que marcou 11 gols no estadual.

O Tricolor do Pici prevaleceu e gritou "É Campeão" na Terra do Padre Cícero. (Foto: Reprodução/Juscelino Filho)
O Tricolor do Pici gritou “É Campeão” na terra do Padre Cícero. (Foto: Reprodução/Juscelino Filho)

Campeonato Brasiliense – Luziânia-GO Campeão

A capital brasileira faz-se diferente de todas as outras competições por ser a única que contém equipes de fora de sua localidade. Sendo ela composta por equipes do Distrito Federal, Minas Gerais e Goías que pela proximidade facilita a ocorrência do mesmo. Tendo 12 agremiações, a primeira fase em grupo e turno único coloca as oito melhores equipes seguindo para o mata-mata e os dois últimos automaticamente rebaixados para a segunda divisão do estado, o Cruzeiro-DF e o Planaltina-GO.

No mata-mata, o Luziânia-GO foi indo aos trancos e barrancos, mas mesmo com muitos empates, conseguiu chegar à grande final depois de uma disputa de penaltis com a maior equipe do Distrito Federal, o Gama. O Ceilândia teve tarefa mais difícil, pois para passar do Brasília e do Brasiliense, respectivamente, só nos disparos de penalidades. Isso deu mais força para chegar na final contra a equipe goiana no Mané Garrincha. Entretanto, a força ficou nos penaltis anteriores, com duas derrotas, o Luziânia-GO levou o segundo título do Candangão. A artilharia foi dividida entre Aldo do Luziânia-GO e Rafael Grampola do Gama que, ambos, fizeram seis gols.

No Candangão, uma equipe goiana foi a campeã. (Foto: Reprodução/Lucas Magalhães)
No Candangão, uma equipe goiana foi a campeã. (Foto: Reprodução/Lucas Magalhães)

Campeonato Capixaba – Desportiva Ferroviária Campeão

No estádio onde trouxe grandes vitórias para o Flamengo no decorrer do Campeonato Brasileiro veio o campeão do estado, Cariacica é a casa da Desportiva Ferroviária que, mesmo perdendo pontos por escalação irregular conseguiu prevalecer sobre as outras equipes. Lembrando que no Espírito Santo é permitido tomar cerveja no estádio, coisa que trouxe mais pessoas para os eventos nos estádios. As 10 equipes da Série A são divididos em dois grupos e os três melhores de cada chave vai para o hexagonal semi-final, as outras quatro equipes brigam no quadrangular do rebaixamento.

No hexagonal, as duas melhores equipes vão para a final, a Desportiva Ferroviária e o Espírito Santos que acabava de subir da Série B conseguiram os postos. Na briga para não cair, quem se deu mal foram o Sport Linharense e o Estrela do Norte, campeão em 2014. Na grande final disputada em Cariacica, melhor para a Desportiva que venceu os dois jogos por 1 x 0 e voltou a levantar a taça dos estadual depois de três anos. O artilheiro da competição foi Julio Cezar, com oito gols, do rebaixado Sport Linharense.

O melhor time em todo o campeonato foi quem levantou a taça no final. (Foto: Reprodução/Henrique Montovanelli/Desportiva Ferroviária)
O melhor time em todo o campeonato foi quem levantou a taça no final. (Foto: Reprodução/Henrique Montovanelli/Desportiva Ferroviária)

Campeonato Goiano – Goías Campeão

Na terra da música sertaneja, mais um bi para o lado verde de Goiânia. O campeonato com grandes rivalidades locais, composto por dez clubes, divididos em dois grupos. Com três turnos, sendo os dois primeiros os times do Grupo A enfrentam os do Grupo B e, no terceiro, os times se enfrentam dentro da própria chave. Para classificar para o mata-mata tem que ser o primeiro de cada grupo e os outros dois de melhor campanha (independente do grupo). Os dois piores times da competição, independente se estão no mesmo grupo, caem para a Divisão de Acesso de 2017, sendo o conhecido Anapolina e o Trindade-GO.

Na semifinal, o Goías encarou o rival Vila-Nova e o Atlético Goianiense pegou o Anápolis. Entretanto não houve clássico municipal na final, a equipe esmeraldina passou pelo rival alvirubro e a equipe do interior passou fácil pelo Dragão. Nas final, dois empates e decisão por pênaltis, melhor para o Goías que contou com o erro do veterano zagueiro Leandro Eusébio e se consagrou bicampeão estadual no Serra Dourada. A artilharia ficou para o grande atacante Nonato que estufou as redes por 10 gols pelo Goianésia.

A supremacia esmeraldina prevaleceu mais uma vez em Goías. (Foto: Reprodução/Guilherme Gonçalves/GloboEsporte.com)
A supremacia esmeraldina prevaleceu mais uma vez em Goías. (Foto: Reprodução/Guilherme Gonçalves/GloboEsporte.com)

Campeonato Maranhense – Moto Club Campeão

Num ano para não se esquecer, o Moto Club iniciou do melhor jeito possível. Com apenas uma derrota e os dois títulos dos turnos, levou a sério o seu mascote a papou o campeonato estadual. Composto por oito equipes divididas em dois grupos, os dois melhores de cada grupo vão para o mata-mata. Assim é feito nos dois turnos, sendo que para decreto de rebaixamento é contado todos os jogos dos dois turno e o Araioses que venceu apenas uma vez em todo o campeonato foi para a segunda divisão.

Enquanto o Moto Club era soberanos nos grupos, o maior rival, Sampaio Corrêa não conseguiu chegar a final no primeiro turno, posto dado para o Maranhão, mas presa fácil para o time motense. No segundo turno, mesmo com o Tubarão vencendo o primeiro jogo da final, o Moto conseguiu fazer o mesmo resultado da primeira partida, 2 a 1 e levou o título da segunda parte do campeonato pelos critérios de melhor campanha dando assim o título linear depois de oito anos. Mesmo com uma pequena confusão com invasão de campo, nada tirou a festa dos rubro-negros. Isso seria só o início para a equipe que depois viria a ser quarta colocada nacional da Série D e conquistando vaga para Série C. Sem contar que ainda viu o rival de São Luís cair para a mesma série depois de um campeonato da Série B desastrosa. A artilharia do campeonato ficou com Ulisses do Cordino que marcou 13 vezes.

O título estadual era só o começo para o Moto Club. (Foto: Reprodução/Biaman Prado/O Estado)
O título estadual era só o começo para o Moto Club em 2016. (Foto: Reprodução/Biaman Prado/O Estado)

Campeonato Mineiro – América-MG Campeão

Podemos dizer que uma das zebras dos estaduais aconteceu em Minas Gerais, diante de grandes contratações, o Atlético-MG, mesmo participando da Libertadores ao mesmo tempo era o maior favorito para a conquista do título e, mesmo escapando de um eventual clássico com o Cruzeiro na semifinal, parou no América-MG na grande final em meio ao Mineirão. O campeonato é composto por 12 equipes jogando todos no mesmo grupo e num turno só, os quatro melhores avançam para o mata-mata final e os dois piores caem para o Módulo II, sendo o atual campeão da Série C, o Boa Esporte e o Guarani-MG.

Nas semis, o Cruzeiro pegou o que parecia ser o mais fácil adversário, o Coelho de Belo Horizonte, porém foi pego de surpresa no primeiro jogo sendo derrotado por 2 a 0, e, no jogo da volta, foi segurando com um 0 a 0, o América-MG voltava a uma final de estadual depois de quatro anos e ia em busca de quebrar o jejum de 15 anos sem o título. O Atlético-MG encarou o URT de Patos de Minas. No primeiro jogo, parecia que tudo ia por água abaixo, Pratto errou o primeiro pênalti da carreira, Victor falhando, 2 a 0 para o URT, mas Robinho entrou na partida e facilitou tudo, o Galo empatou o jogo e, na volta, foi em ritmo de treino, 2 a 0 e passagem para a final.

O Mineirão, conhecido por ser o ‘salão de festas’ do Atlético, viu Danilo Barcelos estragar a festa, com dois gols pro Coelho no primeiro jogo, na vitória por 2 a 1 e, marcou o gol heróico que deu o empate para o América. Ruiu o tabu de 15 anos e festa do verdadeiro dono do Independência. A artilharia do campeonato ficou com Robinho que marcou 9 gols e abriu caminho para uma ótima temporada com a equipe mineira.

A zebra, ou melhor, o coelho riu por último em Minas Gerais. (Foto: Reprodução/América MG/MRV no Esporte)
A zebra, ou melhor, o coelho riu por último em Minas Gerais. (Foto: Reprodução/América MG/MRV no Esporte)

Campeonato Mato-Grossense – Luverdense Campeão

No centro do Brasil, o campeonato já iniciou com um rebaixamento, o Rondonópolis desistiu da participação por problemas financeiros, mesmo com toda a sua estrutura, não conseguiu resistir e assim abriu mão do estadual e foi automaticamente rebaixado. Com isso, sobraram 11 times divididos em dois grupos, o grupo que ficou com seis times teve o último sendo rebaixado que foi o Poconé. Os quatro melhores iam para a segunda fase que seguiam a divisão em dois grupos, sendo os dois melhores de cada um avançando para o mata-mata.

No mata-mata, feito em jogo único, o Luverdense encarou o Cuiabá e passou fácil, por 2 a 0. No outro lado, o Sinop derrotou o Araguaia por 3 a 1 e avançou para a disputa do título. No primeiro jogo em Lucas do Rio Verde, poucas chances e partida terminada em 0 a 0, na volta, em Sinop, o Luverdense buscou o jogo e conseguiu achar um gol que decretou o fim da invencibilidade da equipe local, que não perdia em casa fazia 2 anos e deu ao Verdão do Norte o título depois de 4 anos sem vencer o estadual. A artilharia ficou o atacante Alfredo que ajudou a equipe campeã com 13 gols, sendo um deles o do título.

Lucas do Rio Verde comemora o terceiro título estadual. (Foto: Reprodução/Robson Boamorte)
Lucas do Rio Verde comemora o terceiro título estadual. (Foto: Reprodução/Robson Boamorte)

Campeonato Sul-Mato-Grossensse – Sete de Setembro de Dourados Campeão

O campeonato se iniciava com uma desistência, o Itaporã não poderia participar da Série A do Estadual, assim deu vaga para o Aquidauense mesmo que de última hora. Campeonato, que contou com Aloísio Chulapa na equipe do Comercial-MS, é disputado por 12 times divididos em dois grupos, os quatros melhores avançam para o mata-mata final e os dois últimos são os rebaixados para a Série B do estado, sendo eles o próprio time de Aquidauana e o Misto de Três Lagoas.

Os dois maiores vencedores do campeonato, o Operário e o Comercial-MS se colocavam como favoritos pela briga pelo título, o Sete de Setembro vinha no outro grupo como uma possível zebra. Nas semi-finais, Sete x Operário, Comercial x Corumbaense, quatro jogos, ida e volta, nenhum gol marcado, o avanço para as finais ficaram por conta da melhor campanha na fase de grupos, portanto, Sete de Dourados x Comercial-MS fariam a grande final do estadual. No Douradão, a equipe da casa vencia por 2 a 0 até os 48 minutos, mas ai apareceu Aloísio Chulapa, o rei do danone entrou na área e fez o gol que colocou a equipe Colorada na briga pelo título. No jogo da volta, nada pode fazer, vitória da equipe de Dourados por 2 a 0 e primeiro título da história do Sete. A artilharia foi dividida por dois finalistas, Lucas Guma dos Colorados e Guilherme da equipe campeã, ambos com sete gols marcados.

Festa no interior, o Sete de Dourados vence o primeiro título estadual. (Foto: Reprodução/Franz Mendes)
Festa no interior, o Sete de Dourados vence o primeiro título estadual. (Foto: Reprodução/Franz Mendes)

Campeonato Paraense – Paysandu Campeão

O primeiro semestre da equipe da Curuzu foi de coroar, dois campeonatos, dois títulos, do estadual e da Copa Verde, infelizmente por mudança de regulamento, o Papão não vai voltar a disputar uma competição internacional desde a Libertadores de 2003. O campeonato dividido em duas taças ou dois turnos, a primeira taça a ser disputada era a Taça Cidade de Belém, com dois grupos, os dois melhores de cada avançam para o mata-mata em jogo único, as duas semis foram decididas nas penalidades e levando assim o clássico Re-Pa para a disputa do primeiro turno, com um Mangueirão lotado, melhor para a equipe da Curuzu que levou o título também nos pênaltis e garantiu vaga na grande final.

O segundo turno foi disputado a Taça Estado do Pará no mesmo estilo, o Paysandu se colocou a vista da Copa Verde, já que estava classificado para a final, nem se preocupou por não ter ido para as semifinais, mas ficando feliz por ver o rival também não foi, assim como na primeira semifinal. As vagas na final da Taça foram decididas nas penalidades. São Francisco de Santarém e Cametá foram melhores e decidiram a taça, sendo um jogo fácil para a equipe do Colosso dos Tapajós.

Com um Mangueirão lotado, a final do Paraense dava início e logo no começo já se via que seria um belo jogo. Com um minuto, o Paysandu abriria o placar. Com isso, foi se mantendo até sofrer o empate, mas não demorou muito para fazer o segundo e assim se segurar e levantar o 46º título. Os dois piores, juntando as duas taças, caem para a segunda divisão, caso com Parauapebas e o Tapajós. A artilharia ficou com Jerferson Monte Alegre da equipe do São Raimundo que marcou oito tentos no campeonato.

Três anos depois, o Paysandu volta a ser campeão estadual. (Foto: Reprodução/Fernando Torres/Ascom Paysandu)
Três anos depois, o Paysandu volta a ser campeão estadual. (Foto: Reprodução/Fernando Torres/Ascom Paysandu)

Campeonato Paraibano – Campinense Campeão

O Campinense no primeiro semestre chegaria para brigar por títulos, isso se deu tanto no estadual quanto na Copa do Nordeste, uma ele levou, a outra ficou no quase. O estadual contém 10 equipes separados em dois grupos, os três melhores de cada chave classificam-se para a segunda fase, os dois piores de cada vão para o quadrangular de descenso. Na disputa pelo rebaixamento, os dois piores que caíram foram o Esporte-PB e o Santa Cruz-PB. Na segunda fase, as seis equipes classificadas são divididas em três grupos (C, D e E), havendo jogos de ida e volta, os vencedores de cada vão para as semifinais. E uma outra equipe é classificada pelo índice técnico.

Nas semi, ficaram Sousa x Botafogo-PB e Campinense x CSP. O Belo sofreu para ir para final tendo perdido a primeira partida, mas revertendo em casa sem maiores problemas. O Campinense precisou de uma vitória e um empate e assim ir encarar um de seus rivais estaduais na luta pelo título. No primeiro jogo no Almeidão, vitória do Campinense por 3 a 2, o gol feito no fim por Warley deu uma esperança para o Botafogo, precisando ganhar de dois gols de diferença na volta. Mas do outro lado havia um time invicto, até então, e soube quando perder, o Belo só conseguiu marcar um gol e, mesmo com 4 expulsões no segundo tempo, a equipe de João Pessoa não conseguiu o resultado. Vitória da Raposa, vitória da cidade da maior festa junina do mundo. A artilharia ficou com o Campinense com seu atacante Rodrigão que marcou nove gols no estadual.

Com chapéu de palha, o estadual fica com a Raposa de Campina Grande. (Foto: Reprodução/Silas Batista/GloboEsporte-PB)
Com chapéu de palha, o estadual fica com a Raposa de Campina Grande. (Foto: Reprodução/Silas Batista/GloboEsporte-PB)

Campeonato Pernambucano – Santa Cruz Campeão

Um ano de altos e baixos para o Santinha, depois de 10 anos fora da Série A, 2016 reservaria muita coisa para os torcedores corais. No estadual que não conta com Náutico, Santa Cruz, Sport e Salgueiro na primeira fase, nessa fase participam oito equipes dividas em dois grupos, os campeões dos grupos vão para a hexagonal final com as quatros equipes acima, nos quais foram América-PE e Central-PE, os restantes fazem um hexagonal de rebaixamento, sendo os dois piores caindo para a Série A2 que foram o Pesqueira e o Porto-PE.

No hexagonal final, os quatro primeiros vão para o mata-mata, não houve grandes surpresas, os grandes seguiram rumo ao título pernambucano. O Náutico que foi o melhor da segunda fase foi páreo para o Santa Cruz sendo derrotado nas duas partidas. Já em Salgueiro x Sport, a vaga para final só saiu nas penalidades, sendo Danilo Fernandes o herói da Ilha do Retiro, assim como o interino que teve que seguir com o time depois da demissão do técnico Falcão. No jogo do título, um gol irregular deu abertura para o jogo, Santa Cruz saia na frente na decisão. O jogo da volta na casa do Leão deu impacto de suspense, porém os corais conseguiram segurar o 0 a 0 e levantaram a taça do bi na casa do rival. Apenas três dias depois de vencerem a Copa do Nordeste, uma ótima semana para o Mundão do Arruda. Uma pena não conseguirem repetir os feitos na Série A do Brasileiro sendo rebaixados. A artilharia do campeonato, ficou com um zagueiro, sim, Ronaldo Alves do Náutico com seis gols.

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Grafite levanta a segunda taça em menos de uma semana, o bi do pernambucano. (Foto: Reprodução/JC Imagem/JC Online)

Campeonato Piauiense – River-PI Campeão

O campeonato teve grande influência externa para a decisão do estadual, tanto com a exclusão do Caiçara-PI por pedido do TJD-PI e pela perda do jogo na final do returno pelo Altos por escalação irregular. Entretanto o campeonato tem em primeiro turno a Taça Estado do Piauí em disputa com oito equipes num mesmo grupo, os quatro primeiros vão para o mata-mata, River-PI x Flamengo-PI e Altos x Picos, o xará do time argentino perdeu o primeiro jogo, mas conseguiu reverter o resultado em casa. Já na outra partida, o melhor desempenho na fase de grupos foi decisivo. Picos foi para a final. O Galo de Aço, então, colocou em prova que era favorito e venceu o primeiro jogo e empatou o segundo, conquistando assim a Taça Estado do Piauí.

No segundo turno foi disputado a Taça Cidade de Teresina nos mesmos formatos, os quatro primeiros foram para a semi-finais, Piauí x Altos e River-PI x Parnahyba, com um empate e uma vitória, o time tricolor passou fácil pelo rival de Parnaíba. O Altos venceu bem a equipe homônima do estado. Na decisão, o River-PI venceu a primeira, porém o Altos revertou o resultado e levarei a taça para casa, mas como escalou jogador irregular, teve a vitória retirada e assim o Galo de Aço se tornou campeão linear de 2016, sendo assim tricampeão. A artilharia ficou por conta de Genesis do Altos com 11 gols.

O Galo só comemorou o título do primeiro turno em campo. (Foto: Reprodução/Josiel Martins)
O Galo só comemorou o título do primeiro turno em campo. (Foto: Reprodução/Josiel Martins)

Campeonato Paranaense – Atlético-PR Campeão

Quebra de tabus foi o que aconteceu de uma só vez no Paranaense de 2016, o campeonato com 12 equipes é disputado num mesmo grupo sendo os oito melhores classificados para o mata-mata e os dois últimos rebaixados para a Divisão de Acesso, sendo eles o campeão de 2015, o Operário-PR, e o Maringá. Paraná, Atlético-PR e Coritiba confirmaram que de fato eram os favoritos do campeonato e foram facilmente para a segunda fase. Mesmo com a perda de seis pontos por escalação irregular, o Londrina também conseguiu classificação.

O Coxa era a equipe que parecia que chegaria na final com mais esperança de título, tendo eliminado Toledo e o Paraná de formas avassaladoras nas quartas e semi, e sem tomar um gol sequer, do outro lado o Atlético-PR rumava em busca do título, já que não o conquistava desde 2009. Contra o Londrina conseguir prevalecer em casa, mas contra o Paraná na semi-final precisou de Weverton, o goleiro do ouro olímpico, para garantir a ida para a decisão do título nas penalidades. O jogo era contra o maior rival que não vencia faziam dois anos, e o segundo jogo era na casa dele, no qual não ganha um título lá a mais de 27 anos. Três tabus, isso tudo foi esquecido em dois jogos, de forma imbátivel, o Furacão se impôs e com duas vitórias, 3 a 0 e 2 a 0 e levou o título para a Arena. O artilheiro do campeonato foi Kléber Gladiador tendo estufado as redes por 13 vezes.

O título estadual foi o ponto final nas quebras de tabus do Furacão. (Foto: Reprodução/Marcelo Andrade/Gazeta do Povo)
O título estadual foi o ponto final nas quebras de tabus do Furacão. (Foto: Reprodução/Marcelo Andrade/Gazeta do Povo)

Campeonato Carioca – Vasco da Gama Campeão

Com formato totalmente diferente, um dos estaduais mais charmosos do Brasil deu início com 16 equipes sendo eles divididos em dois grupos, os quatro melhores de cada se classificaram para um grupo que disputaria a Taça Guanabara e pela fase final; os outros oito foram para um outro grupo que iria disputar a ida para a Taça Rio e o rebaixamento. No grupo principal, os quatro grandes garantiram a responsabilidade e foram para a fase final do campeonato para decidir o título e teve o Vasco como vencedor da Taça Guanabara por ter melhor campanha na fase.

Na Taça Rio só equipes ‘pequenas’ na luta pelo título, melhor para o Volta Redonda que daria só o primeiro gostinho para a torcida que depois coroaria o ano com o título da Série D do Brasileiro. Na fase final, foram criadas algumas polêmicas, como o lado de torcida que o mandante usaria no Maracanã, como no jogo entre Vasco x Flamengo em Manaus, onde a equipe rubro-negra entrou correndo em campo quebrando o protocolo e hasteando uma bandeira no meio-de-campo, muitas crianças ficaram sem entrar em campo com seus ídolos, entretando, melhor pro Vasco que aproveitou e venceu a partida. Na outra partida, o Botafogo com seu talismã Ribamar conseguiu a vitória e foi para a decisão contra a equipe cruzmaltina.

Tendo o Maracanã entregue para a comissão da Rio2016, conseguiu-se uma liberação para que os dois jogos da final acontecessem por lá. Dois dos melhores públicos foram conseguidos nessas partidas, no primeiro jogo, vitória vascaína. Na volta, o zagueiro-atacante Rafael Vaz garantiu o empate no segundo tempo para a equipe de São Januário, o respeito estava mesmo de volta e era pra ficar com o bi-campeonato estadual. O artilheiro do campeonato foi Tiago Amaral do Voltaço marcando 10 gols.

Eurico Miranda mostrou que o respeito levanta taças. (Foto: Reprodução/Paulo Fernandes/Vasco.com.br)
Eurico e Rodrigo levantam a taça do estadual. (Foto: Reprodução/Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Campeonato Potiguar – ABC Campeão

A seca afetou o campeonato em grande escala, fazendo com que duas equipes abandonassem o campeonato por não conseguir manter a manutenção de seus estádios, o Santa Cruz-RN e o Corinthians de Caicó. Sendo assim ficaram apenas oito equipe disputando o primeiro turno denominado Copa Cidade do Natal, todos num mesmo grupo sendo que os dois primeiros disputariam o título da Copa, América-RN e Globo foram os melhores e assim disputaram a partida única na Arena das Dunas. Com um 0 a 0 no tempo normal e sem abertura de placar na prorrogação, o regulamento então deu título à melhor campanha na primeira fase, ou seja, ao Mecão e classificação para a final do Potiguar.

O segundo turno, denominado Copa RN, foi nos mesmo moldes, sendo o primeiro e segundo na fase de grupos o ABC e o Alecrim, respectivamente. Nando foi o homem do jogo na decisão para o ABC marcando dois gols e assim dando a chance do alvinegro potiguar voltar a conquistar o título estadual depois de cinco anos e em cima do maior rival. Sendo o pior nos dois turnos, o Palmeiras foi rebaixado. Na primeira partida da final, um grande jogo para os torcedores, um empate por 3 a 3, tendo o ABC achado um gol no último lance de partida e deixando a decisão totalmente aberta. A volta no Frasqueirão foi visto porque o alvinegro é o maior campeão estadual do Brasil, com uma vitória por 4 a 0, garantiu o 53º título. O artilheiro do Potiguar foi Nando, o herói do alvinegro, com 15 tentos marcados.

Festa no Frasqueirão ao 53º título estadual do ABC. (Foto: Reprodução/Jocaff Souza/GloboEsporte.com)
Festa pelo 53º título estadual do ABC. (Foto: Reprodução/Jocaff Souza/GloboEsporte.com)

Campeonato Rondoniense – Rondoniense Campeão

O inédito aconteceu em várias situações no estadual de Rondônia, começando com quatro times que nunca participaram da Série A do campeonato tendo a chance nesse ano. Com dois turnos, o campeonato é disputado por oito equipes, sendo que na primeira parte os dois melhores disputam o título, Genus x Rondoniense, uma das equipes novatas, competiram ponto a ponto pela liderança, na decisão, equilíbrio, dois empates e a definição do campeão teve que ir para as penalidades, melhor para o Rondoniense que a trave como grande aliada que parou dois pênaltis da equipe. Infelizmente, mesmo com o título, o Periquito de Porto Velho poderia perder seu artilheiro e seu técnico para outros times.

No segundo turno, com mesmo formato, não houve grandes mudanças, a não ser que a segunda vaga foi dada por uma escalação irregular do Ji-Paraná-RO, um dos maiores vencedores do campeonato, fazendo que com a final do primeiro turno se repetisse. Marco Aurélio, o artilheiro do Rondoniense, não estava mais na equipe, mas tinha Lenno, grande nome nessa final, na primeira partida fez um dos gols no empate em 2 a 2, na volta, num jogo bastante conturbado com apagão, expulsão e entrada da polícia em campo em meio a partida, a nova equipe que não tinha nada a ver com isso se aproveitou com seu novo artilheiro e assim fez o gol que deu o título linear no seu primeiro ano no futebol profissional do estado e invicto. O artilheiro foi Marco Aurélio com 12 gols.

A festa inédita do Rondoniense, campeão estadual. (Foto: Reprodução/Alexandre Almeida/Rondoniense SC)
Rondoniense comemora título inédito no estado. (Foto: Reprodução/Alexandre Almeida/RSC)

Campeonato Roraimense – São Raimundo-RR Campeão

Com apenas quatro equipes, o campeonato em Roraima é o menor do país e  com três equipes da capital, o que dá um ar maior para as rivalidades acontecerem. Sendo disputado em dois turnos e sem rebaixamento, os dois primeiros do grupo disputam a final de cada turno, o Naútico-RR, único time de fora de Boa Vista, e Baré disputaram a final. Num jogo disputado de baixo de muita chuva, Thiago Paraná era o jogador mais perigoso pelo lado do Baré e foi quem se aproveitou do campo molhado e fez o gol da vitória do Colorado e o título da Taça Boa Vista.

No segundo turno, a Taça Roraima seguiu nos mesmo moldes e teve como vencedores da primeira fase o São Raimundo-RR e, novamente, o Naútico-RR. Num jogo onde só no segundo tempo houveram as melhores chances, o Mundão comandava a partida, mas seu zagueiro Wellington Boi ajudou os alvirubros a abrirem o placar, mas a equipe azul de Boa Vista conseguiu o empate levando assim a decisão para os pênaltis. Alan Caruaru do Naútico-RR mandou a sua cobrança na trave e assim ajudou a equipe da capital a conquistar o título e chance de brigar pelo estadual.

Mais uma final entre ‘Azuis x Vermelhos’ fez com a torcida fosse para a Vila Olímpica e os jogadores corresponderam com um grande jogo, Cacau abriu o placar para os Colorados, mas o Mundão virou a partida com David e Gilson, isso não abalou o Baré que foi pra cima e com Tubarão, quase no fim, empatou a partida, levando mais uma vez a decisão para os chutes da marca da cal. Mesmo estando melhor psicologicamente, o Baré não se aproveitou e chutou 3 penalidades para fora, o São Raimundo se aproveitou e levou o título estadual. Os artilheiros foram Eduardo Magrão do Naútico-RR e Thiago Paraná do Colorado de Boa Vista, ambos com quatro gols.

O Mundão levou a melhor sobre o Baré e conquistou o sétimo título roraimense. (Foto: Reprodução/Ivonísio Junior)
O Mundão levou a melhor e conquistou o sétimo título roraimense. (Foto: Reprodução/Ivonísio Junior)

Campeonato Gaúcho – Internacional Campeão

Um ressurgimento foi emblema do Gauchão nesse ano. O campeonato é disputado por 14 equipes sendo jogado numa fase de grupos  só de ida, sendo os oito melhores classificados para a fase de mata-mata e os três últimos rebaixados para a segunda divisão sendo o Glória, Lajeadense e Aimoré. Nas quartas-de-final disputado em jogo único, melhor para as equipes que jogaram em casa, fazendo assim que o cruzamento nas semi seja entre Grêmio x Juventude e Internacional x São José-RS.

O São José até que conseguiu segurar o Colorado no Beira-Rio, mas não conseguiu assegurar o fator casa, com gol de Ernando no segundo tempo, o Inter foi para a final. A outra semi-final reservava uma equipe que não ia para a final por oito anos e outra que não vence o estadual por seis anos. A equipe de Caxias do Sul prevaleceu em casa vencendo por 2 a 0, indo com boa vantagem para a Arena do Grêmio, só faltou combinar com o Tricolor Gaúcho, que abriu 2 a 0, mas logo depois o susto passou, o garoto Roberson marcou o gol que daria a classificação para o time de Alfredo Jaconi, mesmo com o gol de Bolaños, o Juventude segurou o resultado e voltou para uma final estadual.

Na decisão entraram cinco títulos seguidos contra oito anos sem final, reinou quem tem ganhado nos últimos anos, o Internacional venceu em Caxias e em Porto Alegre e, seguindo a valsa de Eduardo Sasha, brincou com o maior rival e conquistou o hexacampeonato do Gauchão. O artilheiro da competição foi Heliardo do São José-RS com nove gols marcados.

O Hexa é logo ali. Internacional confirma favoritismo e conquista o Gauchão. (Foto: Reprodução/Marcelo G. Ribeiro/Jornal do Comércio)
O Hexa é logo ali. Internacional confirma favoritismo e leva o Gauchão. (Foto: Reprodução/Marcelo G. Ribeiro/Jornal do Comércio)

Campeonato Paulista – Santos Campeão

Com uma mudança radical no regulamento, agora cairiam as seis piores equipes do campeonato, sem contar na continuidade de incrição de apenas 28 jogadores por equipe. Mesmo meio confuso, o campeonato trouxe coisas novas para o futebol brasileiro como o Audax e o Red Bull Brasil. Com 20 equipes divididas em quatro grupos jogando de forma intercalada, os dois melhores iriam para o mata-mata e assim jogando entre si em jogo único. Palmeiras x São Bernardo, Corinthians x Red Bull Brasil, Audax x São Paulo e Santos x São Bento eram os confrontos. Os rebaixados foram o Água Santa, XV de Piracicaba, Oeste-SP, Mogi Mirim, Capivariano e Rio Claro.

O Audax foi a surpresa ao derrotar o Tricolor Paulista por 4 a 1, dando assim um ar que o futebol moderno poderia prevalecer contra qualquer equipe. Os outros três grandes passaram com facilidade. Nas Semis, batalhas equipes tanto na Arena Corinthians, quanto na Vila Belmiro. Em Santos, a equipe praiana abriu 2 a 0 e já se via classificada para a grande final, porém Rafael Marques entrou no segundo tempo e mudou a partida fazendo dois gols um pouco antes do apito de encerramento, levando a partida para os penaltis, entretanto, mesmo com a força que viria com o empate na raça, quem se deu bem foi o Santos que avançou para a decisão. Em Itaquera, a mesma coisa, um jogo aberto com chances para as duas equipes e belos gols, ao fim do tempo normal, empate, mais uma partida decidida nas penalidades, ai Sidão apareceu com as mãos, já que com os pés tinha se destacado o campeonato todo, vitória da equipe de Osasco e de Vampeta.

Na decisão, a federação queria que os dois jogos fossem no Pacaembu, mas o Audax não abriu mão do Liberatti e levou o jogo para lá, resultado, empate em 1 a 1. Na volta, o futebol ofensivo do alvirubro do Rochdale não prevaleceu a parou em Ricardo Oliveira que fez o gol do bi. O artilheiro do campeonato foi o veterano atacante Roger atuando pelo Red Bull Brasil marcando 11 tentos.

O Santos levanta a taça de bicampeão, festa na praia. (Foto: Reprodução/Miguel Schincariol/Gazeta Press)
O Santos levanta a taça de bicampeão, festa na praia. (Foto: Reprodução/Miguel Schincariol/Gazeta Press)

Campeonato Catarinense – Chapecoense Campeã

O penúltimo título que a Chape conseguiria seria conquistado de forma brilhante, dando uma mostra de como o ano se tornaria, independente de qualquer situação. O campeonato é disputado em dois turnos com 10 equipes num só grupo e com jogo de ida, o vencedor desse grupo é considerado o campeão do turno. Na primeira parte, a equipe do Índio Condá levaria o título de forma invicta. No segundo turno, aconteceria com o Joinville, de forma convincente levou o título do returno.

A final foi disputada em dois jogos, sendo o primeiro em Joinville com atuação épica de Ananias, o autor do gol da vitória do Verdão do Oeste. No jogo da volta, foi a vez do maior artilheiro da equipe, Bruno Rangel, deixar a sua marca e assim fazer com que a equipe verde levantasse o quinto título do estadual. A artilharia ficou com o próprio atacante da Chapecoense tendo marcado 10 gols.

Os eternos campeões comemorando a conquista do Catarinão. (Foto: Reprodução/Cleberson Silva/Ascom Chapecoense)
Os eternos campeões comemorando a conquista do Catarinão. (Foto: Reprodução/Cleberson Silva/Ascom Chapecoense)

Campeonato Sergipano – Sergipe Campeão

Com grande número de gols, o menor estado do país também nos presenteou com uma competição acirrada. Sendo disputada por dez equipes, a primeira fase todo mundo joga contra todo mundo em turno único, os seis melhores vão para o hexagonal final e os outros quatro para o quadrangular contra o rebaixamento. No hexagonal, duas equipes vão para as finais do estadual, dois dos maiores vencedores avançaram para a decisão, o Itabaiana e o Sergipe. No torneio da luta contra o descenso, se deram mal o Guarany-SE e o Socorrense.

Na final, o Sergipe honrou o fator casa e venceu em Aracaju por 1 a 0, indo com vantagem para Itabaiana no jogo da volta. Mesmo saindo atrás do placar, a equipe da capital foi em busca do empate e, com gol de Bruno Iotti, conquistou o seu 34º título estadual. A artilharia fez jus a quantidade de gols do campeonato tendo três jogadores no posto: Dagil do Dorense, Paulinho Macaiba do Itabaiana e Leandro Kivel do Confiança-SE, todos com 10 gols marcados.

O Mais Querido levou mais um título estadual para Aracaju. (Foto: Reprodução/Filippe Araujo/GloboEsporte-SE)
O Mais Querido levou mais um título estadual para Aracaju. (Foto: Reprodução/Filippe Araujo/GloboEsporte-SE)

Campeonato Tocantinense – Gurupi Campeão

Em um dos lugares mais quentes do Brasil, o futebol também é levado a sério e com uma boa média de público. O campeonato tem oito equipes competindo, sendo que jogam em turno e returno na primeira fase, os quatro primeiros passam para a fase final, os dois últimos são rebaixados para a segunda divisão, sendo o Araguaína, que perdeu seis pontos por escalação irregular e, uma das equipes mais conhecidas do estado, o Palmas, rebaixados.

Na fase final, o Tocantins de Miracema encontrou o Paraíso-TO, foram dois empates, mas a melhor campanha garantiu, depois de 22 anos, a equipe de Miracema a disputar uma final de estadual. No outro confronto, o Gurupi venceu o jogo em casa por 1 a 0 e levou a vantagem para o segundo jogo contra o Interporto. O cameleão conseguiu segurar o resultado e foi para mais uma final depois de quatro anos.

O primeiro jogo da decisão foi morno em Gurupi, um empate em 0 a 0 e deixando tudo em aberto em Miracema. E que jogo foi esse, com a vantagem do empate sendo para o Tecão, o Camaleão tinha que partir pra cima, porém com os espaços dados, foi o Tocantins que aproveitou e abriu 2 a 0, mas ao fim do primeiro tempo, Davi Ceará diminuiu para o Gurupi deixando tudo em aberto para a segunda etapa. Logo no início, o empate do Camaleão, mas ainda assim precisava de mais um gol, mas tudo ficou dificil quando Leonan foi expulso. Mas quando equipe que luta não tem história, aos 43, penalti, gol para o Gurupi, virada, taça na mão, era só manter até o apito final e assim fez, o hexa veio, o Camaleão se tornou o maior campeão estadual. A artilharia do campeonato ficou o atacante da equipe campeã, Regis Wenzel, com 11 gols.

Com o sexto título, o cameleão se tornou o maior vencedor do Tocantins. (Foto: Reprodução/Edson Fonseca/Gurupi EC)
Com o sexto título, o cameleão se tornou o maior vencedor do Tocantins. (Foto: Reprodução/Edson Fonseca/Gurupi EC)

 

Fonte: Globoesporte.com

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