Retrospectiva – América do Sul 2016: Libertadores e Sul-Americana

Copa Sul-Americana e Taça Libertadores: Os maiores campeonatos do mundo! (Foto/Reprodução: conmebol.com)
Por: Bruno Gabriel, PR | Wagner Ponce, SP

¿Como estan? ¡Queridos amigos! Después de cubrir los campeonatos nacionales que tienen lugar en nuestro querido continente, también citando la Copa América Centenario y la fase de clasificación para la Copa del Mundo, llegamos a la última parte de nuestra retrospectiva. Ahora vamos a hablar, nada menos, de los dos principales campeonatos del mundo, al menos para nosotros.

Todos sabemos quão mágicas e únicas são as competições do nosso velho e querido continente. A Copa Sul-Americana e a Libertadores são capazes de criar atmosferas que jamais podem ser comparadas. Obviamente que em 2016 não foi diferente, aliás, se superou. Seria errado começar este texto sem citar a atmosfera futebolística e sobretudo humana que os clubes e suas torcidas conseguiram unificar e exceder após o ocorrido com a nossa tão querida e amada Chape, o que deixou o nosso continente ainda mais grandioso!

A Libertadores teve apenas um clube brasileiro disputado a primeira fase, o São Paulo. O tricolor paulista enfrentou o peruano Cesar Vallejo e demonstrando certa dificuldade passou para a fase de grupos após empatar fora por 1 a 1 e vencer por 1 a 0 no Pacaembu. A campanha do tricolor seria uma das mais turbulentas dos brasileiros nesta fase seguinte da competição. Em um grupo que tinha River Plate (até então, o atual Campeão), The Strongest e Trujillanos, a equipe de Edgardo Bauza fez um verdadeiro milagre. Após perder o primeiro jogo em casa para o The Strongest por 1 a 0 ficou evidenciado que a situação era das mais difíceis, mas o tricolor paulista cresceu na competição e mostrou porque é Tri-Campeão da América, se classificando com o River para as oitavas de finais.

Calleri liderou a reação tricolor, que quase chegou à final (Foto/Reprodução: saopaulo.net)
Calleri liderou a reação tricolor, que quase chegou à final (Foto/Reprodução: saopaulo.net)

Atlético-MG, Grêmio e Corinthians se classificaram para a fase mata-mata sem muitos problemas. O galo, comandado por Diego Aguirre, terminou com 13 pontos em um grupo que contava com Independiente Del Valle (também classificado) Colo-Colo e Melgar. O tricolou gaúcho se encontrava no grupo que para muitos era o da morte, composto por Toluca (também classificado), LDU e San Lorenzo, se classificou com autoridade e uma certa folga em segundo lugar, com 11 pontos. Por último o Corinthians, que em um grupo com Santa Fe, Cobresal e Cerro Porteño (classificado), passou para a fase seguinte com muita autoridade somando 13 pontos.

Sendo assim, a única equipe brasileira que ficou pelo caminho na fase de grupos da tão gloriosa Libertadores foi o Palmeiras, que começou a competição com o técnico Marcelo Oliveira e terminou a mesma com Cuca. Seu grupo era composto por: Rosário Central e Nacional (classificados), além do River Plate-URU.

Atlético Nacional, um clube legitimamente brasileiro (Foto/Reprodução: gazetaesportiva.net)
Atlético Nacional, um clube legitimamente brasileiro (Foto/Reprodução: gazetaesportiva.net)

Quando a Libertadores começou, em sua fase inicial, já fazíamos projeções sobre a enorme chance do título ficar com um clube brasileiro. Mal sabia nós, pobres inocentes, que no final ela ficaria com o clube que mesmo não sendo do nosso país tinha o espírito mais brasileiro possível.

A competição foi afunilando e os brasileiros foram ficando pelo caminho. Existia uma equipe que praticava um futebol vistoso e que enchia os olhos de quem acompanhava atento a Liberta: o Atlético Nacional. A equipe colombiana foi soberana do começo até o fim. Os comandados por Reinaldo Rueda passaram por Huracán, Rosário Central, São Paulo (clube do nosso país com melhor campanha, sendo semifinalista), e foi Campeã diante do Independiente Del Valle após empatar fora por 1 a 1 e vencer na Colômbia por 1 a 0.

O título foi incontestável! Guerra, Borja e companhia faziam do time colombiano uma máquina de gols e de um futebol bem jogado. A decepção do título não ter ficado em nossa terra depois foi deixada de lado quando percebemos quão grandiosa e brasileira era, e sempre será, o Atlético Nacional!

Falar da Copa Sul-Americana deste ano é falar sobre a vida. Fazer uma retrospectiva é fazer uma reflexão sobre o espírito esportivo e de humanidade que a América do Sul e o mundo no geral demonstrou ter. Os aspectos que aconteceram dentro das quatro linhas se tornaram tão pequenos dentro de todo o contexto do qual nos encontramos neste final de ano. Assim, é complicado falar sobre o que aconteceu dentro dos gramados, porém o amor ao futebol e à vida nos conforta, ainda mais como fomos abraçados e abraçamos, ainda mais como fomos amados e amamos.

Se dentro de campo, equipes como: Santa Cruz e Coritiba fizeram campanhas históricas (sendo o time pernambucano eliminado nas oitavas devido a um gol que levou em casa, enquanto o time paranaense caiu nas quartas de finais diante do atual Campeão da Libertadores), a Chapecoense fez história em todos os aspectos humanos possíveis.

A equipe liderada por Caio Júnior eliminou o Independiente pelas oitavas, o Junior Barranquilla pelas quartas e o San Lorenzo na semifinal. Se classificou então pela primeira vez na sua história para a final de uma competição continental. Fazia então a maior campanha de toda a sua história!

Eternos! (Foto/Reprodução: globo.com)
Eternos! (Foto/Reprodução: globo.com)

E a Chapecoense foi campeã! A vida fez da Chapecoense a maior campeã do ano, da década e do século. A Chapecoense é campeã da vida! Os familiares, a cidade, todo mundo que de maneira direta ou indireta acabou sentindo a tragédia ocorrida teve em seu peito uma medalha que nem a instituição maior do esporte consegue cravar em nosso peito, a medalha da gratidão e do amor à vida. A Chapecoense é campeã!

É campeã sem mesmo ter enfrentado o seu adversário, que hoje, lhe chama de irmã. O placar? Incalculável! A campanha? A mais digna e linda que toda a América do Sul presenciou. Quem foram os autores dos gols das finais? Todos! E por isso, de novo, a Chapecoense foi e sempre será campeã da Copa Sul-Americana!

Por lo tanto, damos las gracias de todo corazón al fútbol y también para todos los que han seguido las tres partes de la retrospectiva de América del Sur. Nos vemos en 2017, hermanos de alma e corazón! Para siempre… Vamo Vamo Chape! 

Fontes : Globo Esporte; UOL e ESPN

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