Riquelme: o dono da La Bombonera

Um craque que não sentia pressão

Román, El 10 (Foto: Divulgação)
Por Daniel Bravo, MG

Amigo torcedor, amigo leitor. Por mais que a CL seja uma apaixonada pelo futebol brasileiro e por seus jogadores históricos, alguns carrascos merecem além de muito respeito, um espaço neste site que vai muito além do Oiapoque ao Chuí. Por isso, chegou a hora de falar de Juan Román Riquelme, nascido em 24 de junho de 1978 em Buenos Aires, o jogador começou a carreira na base do Argentinos Juniors-ARG e ficou famoso como um dos maiores ídolos do Boca Juniors-ARG. Dono de três Libertadores pelo clube, além de vários outros títulos, Riquelme é, sem duvida alguma, um dos maiores 10 produzidos na Argentina.

No Boca, Riquelme viveu umas das mais belas histórias da equipe Xeneize.. Em sua chegada, ainda garoto, teve como companheiros de time craques como Maradona, Caniggia, Diego Latorre e Manteca Martinez. Em campo, El Torero conquistou seis Campeonatos Argentinos, uma Copa Argentina, uma Recopa, três Libertadores e ainda um Mundial contra o poderoso Real Madrid. Román, como era chamado, fez história muito rápido. Aos 23 anos já era “El 10” com dois títulos da América e como toda jovem estrela foi para a Europa.

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Dono de um perfeição que parecia bater falta com as mãos (FotoDivulgação)

Lá, desembarcou em Barcelona para defender o clube catalão em 2002 e assim como o grupo de forma geral, Riquelme não foi bem e acabou se transferindo para o Villareal. No Submarino Amarelo, juntamente com Forlán e Sorín, fez história ao classificar o clube para sua primeira Liga dos Campeões. Em campanha histórica, a equipe terminou o Campeonato Espanhol em terceiro lugar e chegava com moral para a competição continental. Deixando grandes times pelo caminho, o Villareal superou times como Manchester United-ING e Inter de Milão-ITA. Do sonho ao pesadelo, El Torero acabou perdendo o pênalti que decretou o fim da caminhada do Villareal na Liga e o time espanhol acabou caindo nas semifinais para o Arsenal.

Após a eliminação, o futebol do argentino acabou caindo de rendimento e gerando ainda alguns problemas com o então técnico chileno, Manuel Pellegrini. Em fevereiro de 2007 Román retornou para o pátio de casa, como carinhosamente chamava a La Bombonera e voltou a ser feliz. Emprestado por seis meses ao Boca, conquistou sua terceira Libertadores, dando uma aula de bola na competição e sendo eleito o melhor jogador do torneio e o vice-artilheiro com 8 gols

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Um maestro digo da 10 como poucos (Foto: AFP)

Com a Seleção Argentina disputou a Copa do Mundo de 2006, quando a equipe foi eliminada nos pênaltis, nas quartas de final, pela dona da casa Alemanha.

Riquelme conquistou o Sul-Americano e o Mundial Sub-20 e teve como maior conquista o Ouro Olímpico de 2008 quando era um dos três jogadores com idade acima de 23 anos. Em 2010 deixou a seleção após problemas com o também ídolo do Boca, Diego Maradona. Román tinha divergências quanto ao posicionamento em que era escalado e acabou abrindo mão das convocações. Mesmo depois da saída de Diego, El 10 não voltou a jogar pela seleção.

Juan Román Riquelme, um craque que nunca sentiu pressão, cobiçado por vários clubes brasileiros em cada janela de transferência que se abria. Um jogador que entrava em finais com uma calma invejável. Dono de três Libertadores, jogador com mais partidas na La Bombonera e como ele mesmo diz, dono da camisa 10 do Boca. El Torero, El 10, um maestro daqueles que sempre farão falta no futebol, lembrado pelo talento na bola parada, pelos dribles e estilo peculiar de jogo.

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