RobGol, o cacique bicolor

Ofendido por adversário, Robgol deu show no Papão e fez história

Por Caio Semblano, PA
ROBSON
Robgol, o cacique, deu muitas alegrias à torcida biocolor.

José Robson do Nascimento foi um paraibano que muito andou pelo Brasil, sempre deixando marcas e criando raízes. Jogador de futebol, atacante, goleador. Por causa da profissão, sempre sentiu o calor humano do torcedor brasileiro. Foi responsável por muitos sorrisos, gritos e choros.

O auge da carreira veio no Paysandu, o Papão da Curuzu, que move milhões de fiéis apaixonados em Belém do Pará. Em duas passagens pelo time, foram 61 jogos e 42 gols com a camisa bicolor, que fizeram dele um dos maiores ídolos da história recente do clube. Robgol fez parte do time bicampeão paraense em 2005 e 2006, além de participar da campanha bicolor na Libertadores de 2003, na qual marcou 7 gols.

Foi uma época de ouro na história do Papão, com enorme contribuição de Robgol. O camisa 9, o cara de confiança do técnico e da torcida, não tinha pena da bola, mas sempre a guardava muito bem: nas redes adversárias. Levava a torcida bicolor ao êxtase. No Mangueirão ou na Curuzu, arquibancadas lotavam para ver o time jogar e Robgol marcar.

O Brasileirão 2005 foi o último em que o Paysandu esteve na primeira divisão. Robgol estava em sua segunda passagem pelo clube, era sábado, 17 de setembro e o time amargava a lanterna do campeonato. No entanto, naquele dia a torcida apayxonada teria um presente especial, que lhe daria motivos para, além de cantar, como sempre faz, comemorar. Um presente entregue por Robson, que em troca ganharia outro presente tão especial quanto. Robson, que já era Robgol, a partir desse dia virou também o Índio, ou Cacique, como alguns preferiam. O apelido surgiu após o atacante comemorar dois gols como um índio dando flechadas e simbolizou mais uma vez o carinho da torcida por ele.

O jogo no qual tudo aconteceu foi contra o Juventude, que tinha como zagueiro e capitão Antônio Carlos Zago, acusado por Robgol de ter dito que o atacante “precisaria trabalhar mais uns 50 anos naquela terra de índios (Belém)”.

As ofensas teriam acontecido no primeiro turno do campeonato. Robson então tratou de dar a resposta em Belém: fez dois gols e comandou a vitória de 3 a 0 da equipe. Naquele dia, deu felicidade a um mangueirão que pulsava com ele.

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