Técnica, força e velocidade: a chave para o diferente

Três requisitos que se complementam e uma pergunta? É preciso ter os três para se tornar um jogador diferenciado? Descubra

(Foto: Fundação Real Madrid)
Por: Jean Costa, RS

Caro amigo e leitor do Cenas, o CL Opina de hoje traz uma questão no mínimo duvidosa para debater. Algo que os inventores ingleses na época não pensariam que hoje seria extremamente necessário, mas que nem todos os praticantes e profissionais possuem. A técnica, a força e a velocidade. Os três pontos altos para quem quer se tornar jogador, nem todos possuem, mas a pergunta, meu caro amigo, sai disso: é preciso ter técnica, força e velocidade para se tornar um jogador diferenciado? Mas antes, a história de como essa parou na cabeça de quem vos escreve.

Paulo Roberto Falcão, o famoso Rei de Roma e melhor jogador da história do Sport Club Internacional tinha essas três qualidades. É bem verdade que quem escreve não era nascido naquela época para desfrutar do saudoso futebol dos anos 70 e 80. Logo perdi algo que pode ser considerado irreparável, mas, as memórias do meu pai e a internet ajudaram a “recuperar” uma parte disso. “Ver o Falcão jogar era como se ele estivesse vestindo um terno dentro de campo”, “Ele tinha força, velocidade e técnica, e essas características que tornam um jogador diferenciado”. Nunca esqueci essas palavras do meu pai. Ele, que por sinal também tinha isso, segundo o próprio e amigos. Só que um acidente de moto quando era jovem fez com que seu sonho de se tornar profissional fosse para o espaço.

"Jogava de terno" Paulo Roberto Falcão foi a base da pesquisa sobre os três requisitos (Foto: Reprodução/Forza27)
“Jogava de terno” Paulo Roberto Falcão foi a base da pesquisa sobre os três requisitos (Foto: Reprodução/Forza27)

Hoje em dia, pra ser jogador profissional não é preciso ter os três requisitos, mas para aquele que busca ser e o que é diferenciado, elas são indispensáveis. Ronaldo, Rivaldo, Didico, Marta e muitos outros são belíssimos exemplos desse fato. Há muitos que possuem, mas que nem sempre se tornam diferenciados. Alexandre Pato é uma das maiores provas. Despontou no Inter como poucos e o resto da história, você, amigo leitor conhece muito bem.

Pato possui os requisitos, mas nos mostra que nem todos acabam se tornando "especiais" (Foto: Reprodução/ Four Four Two)
Pato possui os requisitos, mas nos mostra que nem todos acabam se tornando “especiais” (Foto: Reprodução/ Four Four Two)

Ronaldo Fenômeno, mesmo fora de forma, continuava com os três, a final da Copa do Brasil de 2009 foi prova. Ele, que por sinal merece menção honrosa quanto a isso. Muitos os possuem, mas outros não. Ganso por exemplo, não tem velocidade e por aqui chegou a ser considerado gênio. Bom jogador? Sim. Mas lá fora não ciscou. O futebol mudou, mas parece que nem todo mundo se adaptou.

De ser considerado craque as críticas na Europa, Ganso se aproxima de um vexame? (Foto: Facebook/Sevilla)
De ser considerado craque as críticas na Europa, Ganso se aproxima de um vexame? (Foto: Facebook/Sevilla)

Odvan tinha força, não era veloz, tampouco técnico, mas tem história no futebol. Nem todo mundo é craque, diferenciado ou seja lá o que for. Nem sempre ser técnico, rápido ou forte será decisivo. Ser inteligente e saber se posicionar ajudam e muito, talvez por isso muitos acabem se dando bem. Mas no meu ver, aquele que procura ser diferente ou então o que já tem a “diferença”, tem que ter os três requisitos. “Ah, mas o Neymar é cai-cai, não tem força”. Ele tem sim, amigo leitor. Se jogar faz parte do estilo de jogo dele, olhem o Messi (me perdoem). Pela altura e físico que tem poderia fazer o mesmo, mas não, mesmo quando alguém tenta, ele não cai. Romário era assim também. O baixinho, que por sinal até se aposentar as manteve, não tão veloz por causa da idade, mas sempre dando trabalho.

Mesmo lesionado e pesando 100 quilos, era um autêntico fenômeno - Carlo Ancelotti (Foto: AP Photo/André Penner)
Mesmo lesionado e pesando 100 quilos, era um autêntico fenômeno – Carlo Ancelotti (Foto: AP Photo/André Penner)

Então, meu caro amigo e leitor, creio eu que as três sejam necessárias para ser sim um jogador diferente no futebol, as chances de não se tornar diferenciado tendo elas, como o já citado Pato, são grandes também. Só que vejo como vantagem pra quem as possui. Podem discordar, aliás, é totalmente plausível, mas que quem tem leva vantagem, ah leva!

Fontes: Treinamentoesportivo.com, Livro MGFB – Elio Carravetta

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