Túlio: maravilha é quem te viu jogar

O falastrão e matador

Simplesmente Túlio Foto:(Reprodução/Trivela)
Por: Lucas Bastos Gabriel, SC

O futebol brasileiro na década de 90 foi marcado por grandes jogadores, desde grandes goleiros a atacantes mortais e falastrões. A CL vem a público falar sobre um dos melhores atacantes que o Brasil presenciou nesta época: O falastrão e sinistro Túlio Maravilha.

Túlio Humberto Pereira da Costa, natural de Goiânia, começou sua carreira no Goiás Esporte Clube, em 1987. Em 1989, conquistou seu primeiro titulo com o esmeraldino, o campeonato goiano. Nesse ano, sua carreira começava a ganhar destaque, pois se consagrou o artilheiro mais jovem de um campeonato brasileiro com 11 gols. Em 1991, seu ultimo ano no clube que o lançou profissionalmente, ganhou o tricampeonato goiano e se despediu com a artilharia do estadual.

Em 1992, o atacante deixa o Goiás e vai jogar no Sion F.C, na Suíça. Apesar de ter sido uma rápida passagem na gélida Europa, Túlio foi muito bem em solo europeu, com 19 gols marcados em uma temporada. Foi campeão nacional e ajudou o pequeno clube a chegar em uma semifinal de Liga dos Campeões. Após a saída do clube suíço, em 1994, Túlio vem jogar no clube onde se tornou ídolo: o Botafogo. Em sua estreia pelo Glorioso marcou três vezes contra o América no campeonato estadual. Com as boas atuações, ganhara o apelido que perdura até hoje: Túlio Maravilha. No Campeonato Brasileiro de 1994, o alvinegro foi eliminado nas quartas de final pelo Atlético Mineiro, entretanto, Túlio foi o artilheiro do campeonato com 19 gols.

O Botafogo de 1995

Em 1995, o Glorioso tinha um time de respeito para disputa do campeonato nacional, liderados pelo matador Túlio, o meio campista Sergio Manoel e o zagueiro Gonçalves, além de vários outros nomes de respeito no futebol nacional. O alvinegro conseguiu a classificação para a semi-final sendo o líder da segunda etapa do grupo A, e assim enfrentou o Cruzeiro em dois jogos, um empate em 1 a 1 e outro jogo sem gols no placar deu a vaga na final para o Fogão.

Na final, o Botafogo enfrentaria o Santos de Giovanni e companhia, um grande desafio para o clube carioca. No primeiro jogo os cariocas vencem os paulistas por 2 a 1 com gols de Wilson Gottardo e dele, Túlio Maravilha. O segundo jogo no Pacaembu foi marcado por confusões, teve gol legal do Santos não validado, gol do Santos ilegal validado, gol do Botafogo em impedimento validado. Entre tudo isso, o gol do Glorioso foi feito por Túlio, assim marcando seu 23º gol no campeonato, tornando-se o artilheiro e levando o clube da estrela solitária ao bicampeonato brasileiro.

Túlio e o brasileirão de 1995 Foto;(Reprodução/Fala glorioso)
Túlio e o brasileirão de 1995 Foto;(Reprodução/Fala glorioso)

Em 1997, Túlio vai para o Corinthians, com o dinheiro do banco Excel que injetou aproximadamente R$ 17 milhões nos cofres do Timão. Em São Paulo, ganhou o campeonato estadual, porém as atuações que teve no Botafogo não se repetiram e acabou indo para a reserva. Ficou no Corinthians até o fim do Campeonato Brasileiro daquele ano.

No ano de 1998, voltava ao Botafogo, para ser campeão no Glorioso novamente: o Fogão ganhou o torneio Rio-São Paulo. A passagem daquele ano não teve o brilhantismo de três anos antes, foram “somente” 19 gols somando todas as competições em que jogou.

Túlio ainda rodaria muito por clubes brasileiros em 1999, passou por Fluminense, Cruzeiro e Vila Nova, Em 2000, passou no São Caetano, ajudando o pequeno clube a alcançar o primeira divisão do estadual.  Ainda teve uma ultima passagem no Fogão, com 14 jogos, porém nenhum gol marcado.

Ainda passaria por uma lista enorme de times, como: Santa Cruz, Volta Redonda, Vila Nova, Itumbiara, Juventude, Tupy, Araxá e muitos outros. No Araxá fez o seu milésimo gol. Há controvérsias sobre a precisão, mas nas contas de Túlio foi o gol mil. Ele foi o terceiro atacante do mundo a chegar nessa marca, e também brasileiro.

Túlio é um dos jogadores folclóricos que o Brasil teve na saudosa década “noventista”, falastrão e matador, quando prometia gol, certamente o cumpriria. Ficou na história não só do Botafogo, mas sim de todo brasileiro que gosta e admira o futebol dos anos 90.

Fontes: VAVEL, OGOL e ELHOMBRE

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