UCL – Futebol de verdade, sim senhor

Mesmo estando na moda hoje em dia, ser contra o “futebol gourmetizado” ou “futebol moderno” – definam como quiserem – é uma atitude louvável de muitos fãs. O problema na realidade pode ser em quem depositar essas críticas. Uns criam ranço às competições europeias justamente pela infinidade de protocolos e luxúrias que o marketing coloca nessas ocasiões.

Mas o que tirar de lição da final do “maior torneio de clubes do planeta”? A gourmetização está no futebol mesmo? Ou no que o cerca? Dentro das quatro linhas, onde a chinela canta mesmo, se viu muito futebol de qualidade, o futebol verdadeiro que existe desde os primórdios desse esporte. Não faltaram lances polêmicos, entradas dignas de Cenas Lamentáveis e C-A-T-I-M-B-A.

O primeiro gol da partida surgiu de uma bola parada com uma bagunça na área e uma jogada irregular de impedimento. Já o gol de empate foi uma obra prima, DIGASI DE PASSAGE. Uma jogada iniciada com um passe monstruoso de Gabi – Perdigão com grife -, para Juanfran (In Memorian) dar aquele tapa no capricho para Carrasco chegar finalizando Padrão Tuta e partir para os braços da donzela (MISS BÉLGICA). Esses fatores são modernos mesmo?

A bola foi muitíssimo bem tratada no gramado do San Siro na noite deste sábado, 28. Em um meio campo povoado por Modric, Kroos, Bale, Gabi, Koke e até por CASEMIRO, o que não podia é faltar futebol de verdade, sem essa de futebol moderno mimimi. Não foi jogando feio e na bagunça que a seleção brasileira conquistou o penta, não foi jogando feio que São Caetano, Paulista de Jundiaí, Santo André, Steua Bucaresti, Notts Forrest, Leicester e uma infinidade de azarões conseguiram títulos inimagináveis para suas humildes prateleiras de troféus. Foi jogando também com raça e vontade de vencer, e vimos isso nesta final.

No lugar de inúmeras estatísticas Padrão PVC, este humilde texto só deseja despertar uma reflexão em você, Confrade. O futebol não é moderno, arcaico, seja lá o que for. O futebol é atemporal. A gourmetização engole cada vez mais o futebol, até o limite das quatro linhas. Independente de ser UEFA Champions League ou aquele torneio do seu bairro em que as traves são feitas de chinelo, ninguém quer perder e ninguém é santinho. A culpa, no fundo, está nas mãos de alguns cartolas metidos a entendidos – que nunca perderam o tampão do dedo no asfalto – de bola quererem ditar as regras do lado de fora (vide proibição do Danone em estádios).

O duelo entre Zidane e Simeone na beira do campo só foi mais uma prova de que o futebol não muda a sua essência. O futebol se renova. Ambos os treinadores anos atrás estavam no gramado demonstrando o mesmo futebol de qualidade que assistimos hoje.

#PAS

Texto: Mathews Moura

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