Zico no Vasco: o dia em que o Galinho foi bacalhau

Ídolo máximo da história do Flamengo já jogou com a camisa do maior rival

(Foto: Reprodução/vascofotos.wordpress.com)

Inquestionavelmente, Zico é o maior jogador que atuou pelo Flamengo, é o maior ídolo e possivelmente sempre será. Vestindo a camisa do rubro-negro carioca fez mais de 500 gols, sendo 333 desses no Maracanã, estádio onde até hoje é o maior artilheiro. Porém, o que muitos não sabem é que ele já jogou pelo maior rival, o Vasco.

Diferente do que acontece fora de campo, onde crescem as rixas entre torcidas e torcedores a cada clássico, entre alguns jogadores não é bem assim. Zico e Roberto Dinamite, protagonizaram jogos históricos que marcaram uma geração brasileira muito forte no futebol mundial, geração que na seleção – quando jogavam no mesmo lado – não conseguiu ganhar o título principal, a Copa do Mundo, mas em nível de clube, ganharam inúmeros títulos, sendo o principal do lado flamenguista, o Mundial de Clubes de 81.

A admiração entre os dois craques tornou-se uma grande amizade ao longo do tempo, desde de jogos da categoria de base, onde as famílias iam ver os dois meninos começarem sua história no futebol, até os grandes clássicos no Maraca lotado, quando já eram ídolos incontestáveis de seus clubes.

Gol de falta de Dinamite em clássico de 1975, jogo que acabou em 4 a 2 para o lado cruzmaltino (Foto: Reprodução/vascofotos.wordpress.com)
Gol de falta de Dinamite em clássico de 1975, jogo que acabou em 4 a 2 para o lado cruzmaltino (Foto: Reprodução/vascofotos.wordpress.com)

Tamanha amizade resultou no acontecimento principal dessa matéria, o dia em que o Galinho de Quintino jogou pelo rival alvinegro. O jogo foi em 24 de março de 1993 e marcou a despedida de Roberto Dinamite dos gramados. O evento no Maracanã começou com um jogo do time de ex-adversários do Roberto contra o time de companheiros dele no Vasco, cujo resultado terminou em 3 a 1 para o “Vasco”.

Porém, Zico apenas entrou no segundo jogo, na partida amistosa entre o clube cruzmaltino e o Deportivo La Coruña, equipe espanhol que tinha como grande jogador o craque Bebeto. Na época, Zico morava no Japão, onde defendia o Kashima Antlers, e foi ao Rio apenas para prestigiar e participar da despedida do amigo. Independente de ter jogado no maior rival, o Galinho tratou a camisa vascaína nesse dia com muito respeito, dizendo que foi um orgulho vesti-la.

“Não houve problema (por ser flamenguista e vestir a camisa do Vasco), no mesmo momento disse ‘estou aí, pode contar comigo’. Se fosse também o Botafogo ou se fosse o Fluminense também não teria problema e ainda mais por ele (Roberto Dinamite), pelo relacionamento que a gente passou a ter”, disse Zico.

Zico na partida de despedida de Dinamite (Foto: Reprodução/torcedores.com)
Zico na partida de despedida de Dinamite (Foto: Reprodução/torcedores.com)

Ficha técnica da partida

Vasco 0 x 2 La Coruña

Data: Quarta-Feira, 24 de Marco de 1993
Local: Estádio Mario Filho “Maracanã”, no Rio de Janeiro/RJ
Público: 28.926 pagantes – Renda: CR$ 2.780.250.000,00
Árbitro: Jose Roberto Wright (RJ)

Gols: Bebeto 38’/1ºT (0 x 1); e Nando 45’+5’/2ºT (0 x 1).

Vasco: Carlos Germano; Pimentel, Jorge Luís, Tinho e Cássio; Luisinho, Leandro Ávila, Zico (Geovani) e Roberto Dinamite (Valdir); Bismarck e William.
T.: Joel Santana

La Coruña: Liaño (Yosu), Djukic, Albistegui (Savin), Ribera e José Ramón; Mauro Silva, Nando, Hoyas e Marcos (Ramón); Fran e Bebeto (Antônio).
T.: Arsenio Iglesias

 

Texto: Augusto Araujo (@AugustoLdeA)

4 Comentários em Zico no Vasco: o dia em que o Galinho foi bacalhau

  1. Zico pelo fato de não ter sido campeão do mundo como tantos craques como Roberto dinamite,falcao, Toninho Cerezo, socratis, Oscar, Luizinho, Reinaldo e tantos craques, que muitos não viram jogar não tira o mérito de Zico ter sido uns dos craques do mundo!!!! Brasil não foi campeão em 1982 por mero azar pois, sim era a melhor seleção do mundo!!! Infelizmente a melhor geração de jogadores que o Brasil nunca mais verá!!!!

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*