A história que não acabou…

Há dois anos acordávamos consternados com o final abrupto da história mais bonita do futebol brasileiro nos últimos anos

Por: Victor Souza, CE

“Histórias, nossas histórias, dias de luta, dias de glória”

Dia 29/11/2016 deveria ser um daqueles dias pulsantes da história do futebol. Aguardávamos todos com muita curiosidade e ansiedade aquela final que a Chape participaria. Vocês lembram o sentimento que surgiu em cada um de vocês quando viu os meninos (funcionários, atletas e dirigentes) indo atrás do sonho de estar no topo da América? Ainda havia aqueles que contaram aquela história até ali e iam para escrever, captar e narrar mais um capítulo daquela epopeica campanha, o toque de emoção que nos faz enxergar esse esporte de uma maneira tão única.

São dois anos, mas parece que já cabe uma vida dentro de todo esse período. Deve ser realmente difícil para os que ficaram relembrar esta data até hoje e talvez para sempre será. O que podemos dizer é que sentimos muito pela dor que vocês passaram e ainda passam. As lembranças podem ser o meio mais bonito de não apagar todos os altos e baixos vividos com os meninos e é a memória afetiva que queremos destacar aqui. Tudo mudou, mas tudo continua muito vivo nas nossas memórias e podemos apenas imaginar o que vocês, parentes e pessoas próximas, sentem.

Vamos lembrar aquele momento em que os meninos perceberam que era aquela carreira que queriam seguir, o quanto estavam felizes por realizarem os seus sonhos e tudo o que despertaram de bom na gente. Eu, por exemplo, me sentia contemplado em cada uma das representações ali presentes – já sonhei em ser jogador, ser parte de comissão técnica, do time e, agora, jornalista – e acho que é isso que aqueles caras mais representavam no nosso imaginário: o chegar a ser, poder viver o sonho. Sei que toda aquela dinâmica de vida afastava muito a família e os amigos deles, mas sonhos não se realizam ficando parados e essa era parte da lição que eles nos ensinaram.

Lembrem-se de quando eles chegaram em casa extremamente felizes com a vaga na final. Eram momentos bons, apesar de desgastantes por essas viagens e mais processos de trabalho, mas acima de tudo os meninos geravam felicidade a todos que estavam com eles – sabíamos que era aonde eles se sentiam realizados e ficávamos com esse sentimento também. Aqueles caras pareciam ser uma família, do futebol, é verdade, mas encontraram ali um ponto de encontro e algo que unia e uniu a todos nós.

Cada um tinha a sua história e sempre elas merecerão ser lembradas com carinho e admiração por quem ficou.

A falta deve ser companheira diária quando a rotina insistir em voltar, mas permitam-se sentir e vivenciar tudo o que a saudade gerou e gera. Nós, da CL, buscamos homenageá-los assim, tentando trazer a exaltação da vida e dizer que temos memórias maravilhosas proporcionadas pelos meninos.

Queremos dizer também que lembraremos para sempre de todos os sentimentos que eles nos geraram. Ficamos com o aprendizado de buscar estar junto dos nossos, viver intensamente tudo que temos para vivenciar e não deixar de oferecer carinho para quem amamos.

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